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Les oubliés de la mémoire


On ignore toujours dans les livres d'histoire comme du côté des associations de déportés de la dernière guerre mondiale qu'en Alsace et Lorraine, dès l'invasion de 1940, les homosexuels français tombèrent sous le coup d'une loi homophobe issue du code prussien, qui signifia leur expulsion sans jugement, leur incarcération ou leur déportation sans autre forme de procès.

De l'autre côté du Rhin, sept ans avant cette invasion, cette juridiction avait été aggravée dès 1933, un mois après l'arrivée d'Hitler au pouvoir. Les nazis utilisèrent pour la première fois l'homophobie populaire lors de l'incendie du Reichstag, en accusant Van der Lubbe, un fragile jeune homme manipulable, d'être un sympathisant communiste mais aussi, on l'a moins lu à l'heure de la récente ouverture du Reichstag, d'être homosexuel. Lequel Reichstag, s'il n'eut été incendié, aurait, comme l'indiquait son calendrier parlementaire, eu à débattre quelques mois plus tard de l'abrogation de cette loi homophobe, le paragraphe 175, héritée du code prussien, elle qui avait été effacée au milieu du XIXe siècle par le code Napoléon qui avait aboli toute condamnation pénale pour sodomie.

Cette double accusation de la chancellerie nazie – imaginez : un incendiaire du parlement à la fois communiste et homosexuel – permit, par une sorte de "tétanisation" de l'indignation populaire ainsi interloquée, rumeurs comprises, de faciliter la suspension des libertés publiques, des syndicats, des associations et des partis politiques. On ignore encore plus souvent que c'est dès l'avènement d'Hitler et dans un flux identique à celui, ravageur, de l'antisémitisme que les homosexuels et les lesbiennes d'Allemagne puis des pays et régions annexés par le Reich furent raflés, torturés, expulsés ou déportés dans les camps d'internement ou de déportation, (...), dans la banlieue de Berlin, où de nombreux homosexuels périrent. A ce sujet, un dévoilement de plaque en forme de triangle rose y eut lieu le 27 janvier 1999 en présence du gouvernement allemand.

Quant au centre berlinois d'archives et de recherches homosexuelles du docteur Hirschfeld, juif et homosexuel et instigateur du projet de modification de la loi, il fut mis à sac le 6 mai 1933 par les SA. Dans le même temps, les SS récupéraient les fichiers judiciaires et de police. Puis, gravissime, les listes se complétèrent par une délation conséquente. Ce sont sans doute les mêmes qui dénoncèrent les juifs, les opposants à l'ordre nouveau et les homosexuels de leur voisinage.

Comment témoigner de tout cela ensemble ? Pourquoi une tension a-t-elle surgi entre les autres déportés et notre "délégation homosexuelle", chaque année depuis de nombreuses années, lors de la journée nationale du souvenir ? Que signifie ce divorce entre vérité et recueillement, entre histoire et mémoire, quand les derniers témoins, plus de cinquante ans après ces horreurs, ont atteint la limite d'âge y compris de témoigner ? La mémoire ne se sérialise pas. Elle est une, ou elle n'est pas . [...]

La difficulté reste d'obtenir que s'institue, pour être plus forte demain, plus politique et plus pédagogique, une mémoire de toutes les victimes de l'ordre nazi, qu'elles aient été pourchassées en raison de leur religion, de leur handicap, de leur infirmité, de leur appartenance à une minorité ethnique, sociale ou culturelle, ou de leur volonté de combattre un état totalitaire en proie à une folie meurtrière. Aujourd'hui, des témoins, des recherches universitaires, des documents, des documentaires commencent à nous dire l'essentiel des contours non encore exhaustifs de cette histoire trop méconnue. Preuve que nous avons à nommer tous les démons, toutes les tactiques meurtrières et toutes les fragilités d'une histoire européenne, celle que nous avons l'espoir de mieux construire demain.

Source : Article de Jean Le Bitoux, paru dans le quotidien Libération en 1999.

Photo : Jean Le Bitoux, fondateur du Mémorial de la déportation homosexuelle (cliché : Franck Dennis - no copyright).

A importância de não esquecer


Um livre e um filme relatam a perseguição nazista aos homossexuais.

Como falar do passado homossexual sendo católico, casado e pai de três filhos? Como contar aos amigos que viveu os horrores de um campo de concentração nazista, sem dizer o motivo? Como pedir ao Estado francês reparação por tortura num campo alemão em território francês, a Alsácia ocupada, sem falar de seu homossexualismo? Prisão, tortura, humilhação e vergonha foram o saldo dos melhores anos da vida de Pierre Seel, de 78 anos.

Um dia, ele resolveu ter o direito de existir plenamente, inteiro. Primeiramente, através de um livro Moi, Pierre Seel, Déporté Homosexuel. Depois, no documentário lançado no fim do ano passado em Paris, Paragraphe 175, que dá voz a alguns sobreviventes dos campos nazistas, deportados pela lei alemã de1871 - que passou a vigorar na Alsácia ocupada, cujo parágrafo 175 incriminava pessoas que cometiam "atos contra a natureza".

A história de Pierre Seel, feito prisoneiro em um campo de concentração aos 17 anos, depois engajado como soldado do exército nazista, como muitos alsacianos obrigados a combater pelos alemães, foi finalmente conhecida em detalhes quando ele resolveu escrever o livro. Bem documentado e extremamente bem escrito, Moi, Pierre Seel, Déporté Homosexuel, é a história emocionante do calvário de Seel no campo nazista e no front da Segunda Guerra Mundial. Feito com o incentivo e colaboração do escritor Jean Le Bitoux, o livro foi lançado na França em 1994, pela Editora Calmann-Lévy.

Um dos momentos mais dramáticos do período passado no campo foi a trágica morte de Jo, o primeiro amor de Pierre Seel e, como ele, habitante da pequena cidade de Mulhouse. Ao som de cantatas de Bach, os alemães levaram Jo ao centro do campo, despiram-no e lançaram sobre ele os cães para devorá-lo vivo. Até hoje Pierre não sabe por que motivo Jo foi morto, já que o campo não era de extermínio, mas de trabalhos forçados. Em seus pesadelos, a visão da cena bárbara continua a acordá-lo de noite.

"Resolvi romper o silêncio para não ser cùmplice dos alemães. Descobri que se eu não contasse minha história me colocaria na posição de cùmplice dos carrascos nazistas", conta Pierre Seel, que vive hoje em Toulouse com sua pequena aposentadoria de 714 euros.

Das torturas, sevicias, fome e frio durante a guerra, Pierre Seel não tinha coragem de falar. Ao voltar do campo, trancou-se em seu quarto e resolveu esquecer o pesadelo. Não conversava com seus pais sobre o motivo de sua prisão. A narrativa de sua confissão à mãe doente, que insistia em conhecer as razões de seu sofrimento e de sua tristeza, é um dos momentos mais fortes e emocionantes do livro.

Pierre Seel condenou-se a mais de 40 anos de silêncio e sofrimento até o dia 27 de maio de 1981. Naquela noite, durante um debate, em Toulouse, com dois jornalistas que lançavam um livro sobre a história de um deportado homossexual austríaco, ele resolveu falar. Mesmo assim, seu depoimento, o primeiro de uma vítima francesa da perseguição nazista aos homossexuais, foi dado com a condição de total anonimato. Saiu numa revista, por ocasião do lançamento da peça Bent na França, em 1981.

A decisão de assumir seu passado foi tomada em 1982, depois de ouvir o arcebispo de Estrasburgo pregar contra a salvação dos homossexuais, esses "enfermos". "Contei em uma carta ao arcebispo toda a minha história e mandei uma cópia para minha mulher e para meus três filhos adultos", conta Seel. Depois de mais de 40 anos de sofrimento e homossexualidade recalcada, a confissão soou como um escândalo. Veio o divórcio e o afastamento do filhos e netos.

O livro de Seel é uma leitura obrigatória para quem quer conhecer mais um aspecto da barbária nazista. A lei que permitia perseguir homossexuais vigorou na Alemanha até 1979, quando foi oficialmente revogada. Mas a homofobia não era exclusividade nazista, já que entre 1950 e 1965, 45 mil homossexuais foram condenados com base no Parágrafo 175.

No documentário, o velho Seel declara: "Tenho vergonha pela humanidade''. 0 jovem de 17 anos conheceu o suplício dos campos de concentração de Schirmeck e de Struthof, antes de ser engajado à força no exército alemão, depois da anexação da Alsácia e da Lorena. Esses franceses, obrigados a lutar na Wehrmacht, são conhecidos como os "malgré nous", pois eram forçados a vestir o uniforme alemão e a combater o próprio exército francês.

0 escritor Jean Le Bitoux, presidente da associação Memorial da Deportação Homossexual, foi quem incentivou Seel a contar sua história. Foi também Le Bitoux quem fez as notas históricas que contextualizam os acontecimentos narrados no livro de Seel. Em maio deste ano, Le Bitoux lançará Les Oubliés de la Mémoire (Os Esquecidos da Memória), livro que trata da perseguição dos homossexuais pelas nazistas. Segundo Le Bitoux, no ano passado, a Parlamento alemão votou um pedido de desculpas à comunidade homossexual pelos danos cometidos pelo Parágrafo 175, principalmente entre 1933 e 1969.

Morando hoje num pequeno apartamento popular, ajudado par um amigo, a quem ele dedica seu amor de homossexual finalmente assumido, o primeiro francês a falar publicamente sobre o assunto espera uma reparação do Estado. Mas a coragem de Pierre Seel ainda não foi plenamente recompensada, exceto por uma carteira de deportado civil, recebida um ano depois do lançamento do livro. Ele ainda não teve a reparação que pede na Justiça ao governo francês, pois seu caso enfrenta a rígida burocracia da Secretaria de Estado para Antigos Combatentes e da federação de deportados.

"O primeiro-ministro Lionel Jospin criou em abril de 2000 uma comissão histórica para tratar dos assuntos de deportados civis, entre eles homossexuais, ciganos e republicanos que haviam lutado na Guerra Civil Espanhola. Uma pesquisa histórica já encontrou outras 200 pessoas deportadas na Alsácia por homossexualismo, entre 1941 e 1944", conta Le Bitoux.

A partir daí, renovaram-se as esperanças de Pierre Seel, que continua a frequentar a igreja católica para "falar com Deus". "Tenho necessidade de ir à igreja e rezar", diz.

Hoje, Seel vive como um francês de baixa renda. Depois de pagar o aluguer de cerca de 500 euros, sobra muito pouco da sua aposentadoria. "O governo francês me deve uma reparação por ter permitido que os alemães fizessem o que fizeram comigo", declara. "Mas nem os partidos de esquerda tiveram a coragem de defender a causa dos deportados homossexuais", lamenta Seel, para quem um dos mais emocionantes momentos de sua vida foi o dia em que apertou a mão do prefeito gay de Paris, Bertrand Delanoë, no ano passado, numa cerimônia pùblica em homenagem aos deportados civis.

Apesar da liberalização dos costumes, o ódio aos homossexuais não é coisa do passado. Por ter-se exposto e contado sua vida, Pierre Seel já foi agredido verbalmente dentro de seu próprio prédio. Um dia viu uma suástica desenhada em sua porta. "'O homossexualismo existe no mundo inteiro, mas para as familias ainda é considerado uma tara", diz o corajoso senhor que sabia que ao contar sua vida estaria se afastando, talvez irremediavelmente, de seus três filhos - Denis, professor, Antoine, tradutor, e Agnès, diretora de escola-, que mantiveram um longo silêncio depois que o pai contou publicamente sua história. Hoje, eles se falam ao telefone, mas não convivem mais.

Texte : Leneide Duarte, Carta Capital, 16 de janeiro de 2002.

Photo : Pierre Seel, photographié en 1997 par Orion Delain.

La guenille

La guenille

André Sarcq



A Jo et à Pierre Seel

Aux homosexuels massacrés par les nazis

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Prie, Seigneur,
prie-nous,
nous sommes proches.

Paul Celan,
Tenebrae (Grille de parole).


Un rien
nous étions, nous sommes, nous
resterons, en fleur :
la rose de rien, de
personne

Paul Celan,
Psaume (La rose de personne).


Quand un homme couche avec un
homme comme on couche avec une
femme, ce qu'ils ont fait tous deux
est une abomination : ils seront mis
à mort, leur sang retombe sur eux.

Lévitique, XX, 13.


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Et ne nous prie plus
Dieu
ne nous prie plus

Ne tourne plus vers nous ta prière
autistique
car nous sommes coulés dans le
non
encastrés dans l'a
privatif
de nom
de linceul
et de mémoire

Notre mode n'est pas
d'être
n'a pas d'être

Notre mode
est l'apnée perpétuelle
d'une falaise de larmes
pétrifiées
l'apnée perpétuelle
d'un bloc brûlant de basalte sans bouche
l'apnée tombeau du cri
jamais jailli

jamais

Ne nous prie plus

Car nous n'avons que faire
de ta prière
car ton Amour
nous indiffère

Oui nous sommes là
bloc de bannis de la mémoire des justes
neige étrangère sous la neige des Juifs
neige noire
noire neige noircie des cendres
de la honte
neige salie
de la grenaille de l'offense

Nous sommes là
qui n'occupons nul espace
ne pesons rien dans nul espace
sous la neige vénérable des Juifs
des Tziganes et des Débiles
la neige retombée priante
ou non
la neige mêlée de fins cristaux de chair-
charbon
la neige lente et lourde infiniment
la neige lente et lourde éternellement
la neige fusillée
aux champs de tourbe noire-allemande

Ne nous prie plus
Ne nous prie plus c'en est assez

Amants des hommes effacés
des longs registres du martyre
nous piétinons dans un non-être
couvert des flots de notre sang

Notre sang monte à nos chevilles

Interminable troupe muette
pressée jusqu'à la résorption
nous migrons vers le point sans nom
qui abolira tous les noms

Et le chiffon
non la fleur
le lambeau non la rose
la guenille
la guenille souillée
la guenille de tombereaux d'âmes
la guenille agonie de personne et de
rien
la guenille couronne notre piétinement

Notre avenir parmi les hommes
est de n'être pas advenus

Notre avenir parmi les hommes est le
mutisme
de la couche supérieure des Juifs et des Tziganes
(fleuris au chaud entre nos ombres
O mémoire abolie
du tendre peuple des Débiles)
notre avenir a
privatif
est dans notre absence de fils
et la honte des survivants
est dans le silence qu'on garde
comme un fourreau froid au vacarme
sur notre triangle de sang

Nous fûmes les vivants du Livre
nous fûmes les honnis du Livre où racine
la flétrissure
rameau honni fûmes
broyés
avec notre racine dure
même chair et même hachis
mais dans la cendre et dans la
neige
les cristaux furent bien triés
la séparation
restaurée
l'honneur
bibliquement compté

Quels fils prendront quelle parole
prendront la sente d'une langue
greffée
dans notre bouche vide

Quels fils et sinon
quelle trace de notre ossuaire
quelle empreinte innombrable à nos corps
dévastés

Notre charnier rayonne d'un silence
insatiable

Amants des hommes
amants des hommes levez-vous

Et Dieu peut-être
nous prie

Dieu heureux de l'ordre
qui règne dans les familles
peut-être vers nous penche sa Trinité

Trois fois niés nous le nions
Nous nions sa prière
Nous la nions et renions enrochés dans
Schirmeck

Ici

Schirmeck

Alsace

Ici

abattoir éponyme

Ici

éternellement

un enfant

de dix-huit ans

hurle

la tête

dans un seau de fer-blanc

hurle

nu

au centre d'un carré d'esclaves

Un chien

fou

lui a arraché

le sexe

D'autres

le déchirent

de tous côtés

L'enfant

hurle

et son amant

parmi les esclaves

supplie

détruit supplie

qu'il meure

et l'emporte

en sa mort

loin du rire

des bourreaux

Ici

Schirmeck

éternellement

Ici

éternellement

Jo.



La Guenille, André Sarcq, Actes Sud, 1995 (reproduit avec l'aimable autorisation de l'auteur).

Quelques réflexions et interrogations sur le massacre des homosexuels par les nazis


Combien d'homosexuels ont été massacrés par les nazis ? Cinquante mille ? Cent mille ? Un million ? Ces chiffres ont été cités. Pareille imprécision en dit long sur le peu d'attention accordée par les historiens à un phénomène tout de même plus significatif qu'une "bavure". Si l'horreur n'est pas proportionnelle au nombre de zéros qui l'illustrent, les chiffres permettent néanmoins de mesurer l'ampleur du phénomène. Dans son discours sur l'homosexualité du 18 février 1937, Himmler déclarait : "Si j'admets qu'il y a un ou deux millions d'homosexuels, cela signifie que 7 à 8 ou 10% des hommes sont homosexuels. Et si la situation ne change pas, cela signifie que notre peuple sera anéanti par cette maladie contagieuse. A long terme, aucun peuple ne pourrait résister à une telle perturbation de sa vie et de son équilibre sexuel. Si vous faites entrer en ligne de compte - ce que je n'ai pas encore fait - les deux millions d'hommes tombés à la guerre et si vous considérez que le nombre de femmes reste stable, vous pouvez imaginer combien ces deux millions d'homosexuels et ces deux millions de morts - donc quatre millions d'hommes en tout - déséquilibrent les relations sexuelles en Allemagne : cela va provoquer une catastrophe. "

L'homosexuel apparaît donc comme une des victimes désignées des théories raciales. Malade contagieux, il menace la pureté de la race aryenne et met en péril son accroissement. Himmler insiste en affirmant que le fait homosexuel "représentait une hypothèque pour l'avenir de l'Allemagne". Et Goering de surenchérir, pour qui l'éradication de l'homosexualité constituait une condition de la "défense et de la protection du sang et de l'honneur des Allemands".

Faut-il en conclure que les homosexuels sont autorisés à figurer au martyrologe des années 1933 à 1945 ? Beaucoup répugnent à franchir le pas. On leur refuse souvent ce triste privilège en estimant qu'ils n'ont pas résisté ou qu'ils n'ont pas combattu. Il conviendrait d'abord de vérifier si cette affirmation s'applique à tous. Mais, de toute manière, cet argument rappelle singulièrement le discours qui prétend minimiser le génocide des Juifs en "expliquant" qu'ils se sont laissé conduire vers les camps comme des troupeaux. En adoptant pareil raisonnement, on aboutirait à considérer comme des victimes de deuxième ou troisième catégorie les vieillards, les enfants, les malades, tous ceux et toutes celles qui pour des raisons physiques ou psychologiques se sont trouvés démunis devant l'entreprise criminelle. On dira aussi que les homosexuels n'étaient pas des opposants au régime nazi. On ne peut le nier pour beaucoup d'entre eux si l'on prend le terme "opposant" dans un sens restreint. On peut même affirmer que certains ont été séduits, au début, par les fastes spartiates des organisations hitlériennes. Mais d'autres ne se sont-ils pas trompés ou n'ont-ils pas été trompés qui se sont retrouvés ensuite aux mains des tortionnaires ? S'écriera-t-on : "Tant mieux pour eux !" ?

Mais le terme "opposant" mérite qu'on s'y arrête. Il désigne évidemment ceux qui, de quelque manière, luttent contre un système, mais celui-ci, surtout en dictature, ne manque jamais de définir et de désigner ses opposants de façon plus ou moins arbitraire. Tel fut le sort de tous ceux qui, pour des raisons réelles ou inventées, gênaient les nazis. Et de toute manière, avant 1933, apparaissaient comme des opposants aux nazis, au même titre que les sociaux-démocrates et les communistes, ceux qui militaient dans des mouvements homosexuels allemands particulièrement nombreux jusqu'en 1933. L'opposition à une idéologie peut se manifester autrement que par l'adhésion à un parti ou le dépôt d'un bulletin dans une urne électorale : un mode de vie suffit. C'est bien pourquoi les premières rafles atteignirent, outre les politiques, les homosexuels repérés grâce aux listes saisies dans leurs organisations. A vrai dire, pour être un "vrai" opposant, ou un "vrai" résistant, il faut en avoir le temps et les moyens.

Ni résistants ni opposants : l'image pourrait rassurer si elle n'évoquait celle de l'homosexualité véhiculée, ou plus exactement amplifiée par les nazis. (...)

Les hitlériens tenaient dans le plus profond mépris la morale dite bourgeoise. En privé, ils ne manquaient pas de s'en gausser, mais ils ne se privaient pourtant pas de l'utiliser avec un art consommé lorsqu'elle convenait à leurs fins. Or, de même que l'antisémitisme, la répugnance à l'égard des homosexuels existait dans de larges couches de la population allemande bien avant les premières manifestations du nazisme. Au lendemain de la Première Guerre mondiale, l'Allemagne avait connu une affirmation du mode de vie homosexuel tout à fait exceptionnelle à l'époque et qui, pour certains, sent encore le soufre aujourd'hui. La violence antihomosexuelle avait d'ailleurs crû proportionnellement à l'émergence publique de ce vécu peu compatible avec les tabous ancestraux. Devant ce phénomène, l'idéologie nazie ne se montra guère imaginative, elle puisa dans l'arsenal accumulé par les milieux les plus divers depuis le parti communiste jusqu'aux églises. Une fois le régime en place, il lui suffit d'affûter les vieilles armes et de les utiliser jusqu'au bout comme à son habitude. En procédant de la sorte, il rassura une partie du peuple allemand effrayé de la "décadence" sans émouvoir grandement les "vrais" opposants. (...)

Raconter le martyre homosexuel au même titre que les autres suscite une peur ou une hostilité qui se nourrit aussi d'une constatation : ils étaient assimilés à des "droits communs". Il convient d'abord de se demander si tous les "droits communs" méritaient le camp de concentration quoi qu'ils aient pu commettre avant. Après tout, la démocratie postule l'humanité des peines. Si des "droits communs" ont complaisamment fait le jeu des bourreaux, est-il scandaleux de demander si ce fut toujours le cas et si certains d'entre eux ne méritent pas aussi un hommage posthume ? Il n'en reste pas moins vrai que les homosexuels allemands étaient des délinquants puisque, depuis le début du XIXe siècle, l'article 175 du Code pénal incriminait l'homosexualité masculine à tout âge. Mais il convient aussi de rappeler qu'en 1933, sur proposition de sa commission de la Justice, le Reichstag était à la veille d'abroger cette disposition. La République fédérale, quant à elle, a mis près de trente ans pour seulement l'atténuer. Nous devons donc utiliser avec prudence les notions de délinquance et de criminalité. Liées au comportement de l'individu, elles reflètent aussi l'opinion plus ou moins arbitraire que s'en fait la société. Elles recèlent la même dose de subjectivité que les appellations "opposants" ou "résistants". Mais faire admettre que l'on puisse assimiler résistance et délinquance est encore une conclusion qui ne réunira pas l'unanimité. Il s'en est pourtant fallu de peu que les homosexuels ne fussent plus des délinquants aux yeux de la moribonde démocratie allemande de 1933. Les nazis héritèrent donc de justesse de l'article 175, ils se contentèrent d'aggraver l'incrimination et de prévoir, pour les homosexuels, la prison à vie : on sait ce que cela signifiait pour eux. On peut imaginer que, de toute façon, ils auraient ressuscité l'article 175. Mais aurait-on pu, par la suite, comptabiliser une telle décision parmi leurs crimes ?

La déportation des homosexuels soulève encore une question qui continue de causer un certain embarras dans d'autres domaines : l'attitude de certaines autorités dans les pays occupés par les troupes allemandes. Un homosexuel alsacien, survivant du Struthof, André Spitz, déclare :

"(...) le travail des hommes de la Gestapo fut facilité par la police française qui leur livra les fichiers des homosexuels. (Gai Pied, 15 mai 1981)."

Un autre rescapé, Camille Erremann, confirme cette accusation :

"(...) c'est en prison, lorsque j'ai vu mes camarades de Colmar et des environs, que j'ai appris que le fichier des homosexuels était aux mains de la Gestapo".

Il affirme que deux cents personnes furent ainsi arrêtées en raison des complaisances du commissaire de Colmar à l'égard de la Gestapo. Pourtant, estime-t-il, nul ne pouvait ignorer ce qui adviendrait :

(...) l'opinion alsacienne, dans sa majorité, savait ce qui se préparait à quelques dizaines de kilomètres de chez elle, de l'autre côté du Rhin. La radio allemande déversait des slogans nazis sans ambiguïtés (...) j'ai su, en 1935, que l'on déportait les homosexuels allemands au même titre que les opposants politiques, les Juifs ou les prêtres. Des amis alsaciens l'avaient appris en Allemagne par d'autres amis homosexuels qui vivaient dans la terreur d'être dénoncés. (Gai Pied, 26 mars 1983).

Si ces témoignages relèvent du fantasme, qu'on les dénonce comme tels.

Pour dissimuler certains aspects de la vie concentrationnaire que l'on n'aime pas trop évoquer, on se réfugie parfois dans une vue manichéenne de l'histoire qui devient alors très hagiographique. Aux bourreaux, on oppose les saints et, par pudeur ou par embarras, on condamne à l'oubli ceux qui s'accommodent mal de ces catégories, notamment les homosexuels. Manière aisée d'éluder aussi le comportement des prisonniers entre eux. Heinz Heger, homosexuel autrichien, déporté de 1939 à 1945, consacre plusieurs pages de son journal à sa relation avec d'autres prisonniers. Qu'on le sache d'emblée, Heger n'a survécu que parce qu'il s'est prostitué : il fut le mignon de Kapos, de Tziganes, de Juifs, de "droits communs", de Polonais. Cela suffit-il pour le déconsidérer ?

Considérés par les nazis comme des déchets d'humanité, méprisés par les autres prisonniers, les homosexuels constituaient, selon Heger, des victimes prioritaires, en particulier pour les sévices sexuelsCertains homosexuels prétendent avoir souffert plus que les autres dans les camps de concentration. mais au-delà d'une certaine intensité dans l'horreur, peut-on vraiment établir une gradation ? Néanmoins, il convient tout de même de se demander si vraiment les homosexuels étaient choisis par priorité pour subir des expériences médicales destinées notamment à les "guérir", pour grossir les Kommandos de la mort des carrières de Sachsenhausen où ils seraient disparus par milliers, pour figurer comme gibier dans les "stands de tir au pédé vivant". Que penser enfin de ces affirmations de Guy Hocquenghem :

"L'hostilité des politiques, des militants de gauche dans les camps, à l'égard des Triangles Roses, est bien connue. On sait qu'en un autre camp que celui de Heger, ils demandèrent à être hygiéniquement séparés des enculés. Somme toute, les politiques, qui sont en général ceux qui causent encore aujourd'hui à la télé quand on parle des camps, éprouvaient le même dégoût à l'idée d'être enfermés avec les pédés que Heger à l'idée d'être commandé par des droits communs. La concurrence rouges/verts, politiques/droits communs pour les postes de responsabilité dans les camps, semble démontrer que ces deux catégories étaient celles où se recrutaient d'ordinaire les Kapos, la crème des camps. A l'autre extrémité, asociaux, fous, homosexuels, Juifs, seuls voués au massacre, devaient choisir s'ils voulaient survivre leurs protecteurs. Par chance pour Heger, son camps vit le triomphe des verts. Ailleurs, où les rouges triomphaient, les listes d'extermination établies par le secrétariat autogéré des déportés à l'usage des SS comprirent en première ligne les Triangles Roses. Les politiques s'en justifient naturellement en disant qu'ils portent en tête de liste ceux qui sont les plus faibles, les plus condamnés de toute façon, les moins utiles à une quelconque résistance."

Propos excessifs ? Reflet partiel de la réalité ? Ici encore, la parole est aux historiens. On ne peut nier en tout cas que le "bon" fonctionnement du monde concentrationnaire reposait notamment sur les rivalités ou les haines entre déportés, savamment entretenues par les nazis. Quoi d'étonnant dès lors à ce que les homosexuels aient été des pions de choix dans cette macabre stratégie ?

Un élément vient encore jeter le trouble, il s'agit de l'équation "nazisme = homosexualité". La Nuit des longs outeaux du 30 juin 1934 reste une des épisodes sanglants les plus connus des l'histoire du nazisme. De nombreux SA y furent assassinés, et parmi eux des homosexuels dont Ernst Röhm. Enfin un massacre d'homosexuels dont on parle sans se gêner ! Et de manière un peu simpliste on oublie parfois qu'il s'agissait surtout, pour les dignitaires du régime, de se débarrasser d'un rival dangereux qui avait été longtemps le favori de Hitler. Le régime en profita pour se refaire une virginité et proclamer son attachement à l'orthodoxie sexuelle; ses adversaires y virent une occasion de déconsidérer le nazisme en le taxant de cultiver l'homosexualité. Finalement celle-ci déplaît à tous et tous s'en servent pour disqualifier l'adversaire.

Aujourd'hui encore, cet échange de malédictions a laissé des traces. Qu'il y ait eu des homosexuels parmi la SA et la SS, nul ne le nierait. Himmler déclarait:

"Aujourd'hui encore, il se présente tous les mois un cas d'homosexualité dans la SS. Nous avons de huit à dix cas par an."

Dix cas par an ne permettent pas de prétendre que la SS constituait une pépinière d'homosexuels ou que ceux-ci s'y précipitaient en masse. La "masculinisation" de la société nazie doit-elle conduire à conclure que les sphères dirigeantes comptaient plus d'homosexuels qu'il ne s'en trouve dans les rouages des sociétés démocratiques ? Même si la réponse était affirmative, cela ne devrait pas suffire pour assimiler nazisme et homosexualité ni pour passer sous silence le massacre des homosexuels par les nazis.

Texte : Michel Vincineau, chargé de cours à l'Université libre de Bruxelles.
"La politique anti-homosexuelle nazie ne visa jamais à traquer tous les homosexuels d'Europe. Elle concerna par principe les homosexuels allemands ou considérés comme allemands dans les territoires annexés ou rattachés au Reich – tels entre autres les Autrichiens, les Alsaciens et certains Lorrains. L'homosexualité, pour les mêmes raisons qui justifiait aux yeux des nazis qu'elle fut combattue dans les populations allemandes, n'avait pas à l'être au sein de populations non-allemandes, dont elle ne pouvait que contribuer à précipiter le déclin. Les homosexuels non-allemands ne furent expressément visés par la répression nazie qu'en cas de relations impliquant un ou des partenaires allemands."

Texte : Négation, dénégation : la question des triangles roses, M. Celse et P. Zaoui (lire).

Photo : Photos anthropométriques de détenus homosexuels à Auschwitz. (orig : USHM)