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Un criminel, pas un politique...


"Etre homosexuel aujourd'hui, c'est se savoir lié à un génocide pour lequel nulle réparation n'est prévue." (Guy Hocquenghem)

Face à l'hostilité qu'inspirait leur état, les homosexuels qui avaient survécu au massacre se terrèrent eux-mêmes dans la discrétion, et de ce fait "personne n'a porté plainte*", de peur que ne s'élèvent les cris indignés des bien-pensants. Il ne fallait pas grand-chose d'ailleurs pour que ces derniers ne vomissent leur répulsion.

Ainsi, lorsque l'un des survivants osait réclamer ce à quoi avaient droit tous les autres déportés, il se voyait alors opposé un refus cinglant, car, dira l'un d'eux, "on me considérait, non comme une victime du régime nazi, mais comme un criminel et, qui plus est un criminel de la pire espèce, c'est à dire homosexuel et pédé".

Et, de cette attitude, expliquera-t-il, "j'ai commencé à m'en rendre compte en 1945, lors de mon retour dans ma ville natale, lorsque je me suis occupé là-bas de trouver des cartes de ravitaillement... Je m'étais occupé de trouver un vélo : il m'a d'abord été promis, et ensuite lorsque je suis allé le chercher, on m'a répliqué dans ce bureau : "Vous êtes un criminel, pas un politique." Et cette répression, cette humiliation comme criminel, cela m'a naturellement profondément blessé".

Aussi, conclura-t-il, "je ne me suis ensuite jamais plus préoccupé d'obtenir une indemnisation. Pour nous, pédés, il n'y en avait pas, bien que nous ayons été envoyés en camp de concentration". Et pourtant "nous devrions être totalement en droit d'exiger réparation pour le préjudice subi".

Quoi de plus juste, en effet ?

Mais, de par la volonté des gouvernements, qui avaient peur de soulever des vagues de protestation, il se fit que "les quelques rescapés n'ont pas eu d'indemnisation comme les autres victimes des nazis*", tant il paraissait normal qu'ils aient subi ainsi les conséquences de leur état délictueux.

* Johannes Werres, "Les homosexuels en Allemagne", in Les minorités homosexuelles, Gembloux (Belgique), 1973.

Source : Le Triangle Rose, Jean Boisson, Editions Robert Laffont, Paris, 1988.

Photo : Grille du portail principal du camp de concentration de Sachsenhausen, situé à une trentaine de kilomètres de Berlin.

A importância de não esquecer


Um livre e um filme relatam a perseguição nazista aos homossexuais.

Como falar do passado homossexual sendo católico, casado e pai de três filhos? Como contar aos amigos que viveu os horrores de um campo de concentração nazista, sem dizer o motivo? Como pedir ao Estado francês reparação por tortura num campo alemão em território francês, a Alsácia ocupada, sem falar de seu homossexualismo? Prisão, tortura, humilhação e vergonha foram o saldo dos melhores anos da vida de Pierre Seel, de 78 anos.

Um dia, ele resolveu ter o direito de existir plenamente, inteiro. Primeiramente, através de um livro Moi, Pierre Seel, Déporté Homosexuel. Depois, no documentário lançado no fim do ano passado em Paris, Paragraphe 175, que dá voz a alguns sobreviventes dos campos nazistas, deportados pela lei alemã de1871 - que passou a vigorar na Alsácia ocupada, cujo parágrafo 175 incriminava pessoas que cometiam "atos contra a natureza".

A história de Pierre Seel, feito prisoneiro em um campo de concentração aos 17 anos, depois engajado como soldado do exército nazista, como muitos alsacianos obrigados a combater pelos alemães, foi finalmente conhecida em detalhes quando ele resolveu escrever o livro. Bem documentado e extremamente bem escrito, Moi, Pierre Seel, Déporté Homosexuel, é a história emocionante do calvário de Seel no campo nazista e no front da Segunda Guerra Mundial. Feito com o incentivo e colaboração do escritor Jean Le Bitoux, o livro foi lançado na França em 1994, pela Editora Calmann-Lévy.

Um dos momentos mais dramáticos do período passado no campo foi a trágica morte de Jo, o primeiro amor de Pierre Seel e, como ele, habitante da pequena cidade de Mulhouse. Ao som de cantatas de Bach, os alemães levaram Jo ao centro do campo, despiram-no e lançaram sobre ele os cães para devorá-lo vivo. Até hoje Pierre não sabe por que motivo Jo foi morto, já que o campo não era de extermínio, mas de trabalhos forçados. Em seus pesadelos, a visão da cena bárbara continua a acordá-lo de noite.

"Resolvi romper o silêncio para não ser cùmplice dos alemães. Descobri que se eu não contasse minha história me colocaria na posição de cùmplice dos carrascos nazistas", conta Pierre Seel, que vive hoje em Toulouse com sua pequena aposentadoria de 714 euros.

Das torturas, sevicias, fome e frio durante a guerra, Pierre Seel não tinha coragem de falar. Ao voltar do campo, trancou-se em seu quarto e resolveu esquecer o pesadelo. Não conversava com seus pais sobre o motivo de sua prisão. A narrativa de sua confissão à mãe doente, que insistia em conhecer as razões de seu sofrimento e de sua tristeza, é um dos momentos mais fortes e emocionantes do livro.

Pierre Seel condenou-se a mais de 40 anos de silêncio e sofrimento até o dia 27 de maio de 1981. Naquela noite, durante um debate, em Toulouse, com dois jornalistas que lançavam um livro sobre a história de um deportado homossexual austríaco, ele resolveu falar. Mesmo assim, seu depoimento, o primeiro de uma vítima francesa da perseguição nazista aos homossexuais, foi dado com a condição de total anonimato. Saiu numa revista, por ocasião do lançamento da peça Bent na França, em 1981.

A decisão de assumir seu passado foi tomada em 1982, depois de ouvir o arcebispo de Estrasburgo pregar contra a salvação dos homossexuais, esses "enfermos". "Contei em uma carta ao arcebispo toda a minha história e mandei uma cópia para minha mulher e para meus três filhos adultos", conta Seel. Depois de mais de 40 anos de sofrimento e homossexualidade recalcada, a confissão soou como um escândalo. Veio o divórcio e o afastamento do filhos e netos.

O livro de Seel é uma leitura obrigatória para quem quer conhecer mais um aspecto da barbária nazista. A lei que permitia perseguir homossexuais vigorou na Alemanha até 1979, quando foi oficialmente revogada. Mas a homofobia não era exclusividade nazista, já que entre 1950 e 1965, 45 mil homossexuais foram condenados com base no Parágrafo 175.

No documentário, o velho Seel declara: "Tenho vergonha pela humanidade''. 0 jovem de 17 anos conheceu o suplício dos campos de concentração de Schirmeck e de Struthof, antes de ser engajado à força no exército alemão, depois da anexação da Alsácia e da Lorena. Esses franceses, obrigados a lutar na Wehrmacht, são conhecidos como os "malgré nous", pois eram forçados a vestir o uniforme alemão e a combater o próprio exército francês.

0 escritor Jean Le Bitoux, presidente da associação Memorial da Deportação Homossexual, foi quem incentivou Seel a contar sua história. Foi também Le Bitoux quem fez as notas históricas que contextualizam os acontecimentos narrados no livro de Seel. Em maio deste ano, Le Bitoux lançará Les Oubliés de la Mémoire (Os Esquecidos da Memória), livro que trata da perseguição dos homossexuais pelas nazistas. Segundo Le Bitoux, no ano passado, a Parlamento alemão votou um pedido de desculpas à comunidade homossexual pelos danos cometidos pelo Parágrafo 175, principalmente entre 1933 e 1969.

Morando hoje num pequeno apartamento popular, ajudado par um amigo, a quem ele dedica seu amor de homossexual finalmente assumido, o primeiro francês a falar publicamente sobre o assunto espera uma reparação do Estado. Mas a coragem de Pierre Seel ainda não foi plenamente recompensada, exceto por uma carteira de deportado civil, recebida um ano depois do lançamento do livro. Ele ainda não teve a reparação que pede na Justiça ao governo francês, pois seu caso enfrenta a rígida burocracia da Secretaria de Estado para Antigos Combatentes e da federação de deportados.

"O primeiro-ministro Lionel Jospin criou em abril de 2000 uma comissão histórica para tratar dos assuntos de deportados civis, entre eles homossexuais, ciganos e republicanos que haviam lutado na Guerra Civil Espanhola. Uma pesquisa histórica já encontrou outras 200 pessoas deportadas na Alsácia por homossexualismo, entre 1941 e 1944", conta Le Bitoux.

A partir daí, renovaram-se as esperanças de Pierre Seel, que continua a frequentar a igreja católica para "falar com Deus". "Tenho necessidade de ir à igreja e rezar", diz.

Hoje, Seel vive como um francês de baixa renda. Depois de pagar o aluguer de cerca de 500 euros, sobra muito pouco da sua aposentadoria. "O governo francês me deve uma reparação por ter permitido que os alemães fizessem o que fizeram comigo", declara. "Mas nem os partidos de esquerda tiveram a coragem de defender a causa dos deportados homossexuais", lamenta Seel, para quem um dos mais emocionantes momentos de sua vida foi o dia em que apertou a mão do prefeito gay de Paris, Bertrand Delanoë, no ano passado, numa cerimônia pùblica em homenagem aos deportados civis.

Apesar da liberalização dos costumes, o ódio aos homossexuais não é coisa do passado. Por ter-se exposto e contado sua vida, Pierre Seel já foi agredido verbalmente dentro de seu próprio prédio. Um dia viu uma suástica desenhada em sua porta. "'O homossexualismo existe no mundo inteiro, mas para as familias ainda é considerado uma tara", diz o corajoso senhor que sabia que ao contar sua vida estaria se afastando, talvez irremediavelmente, de seus três filhos - Denis, professor, Antoine, tradutor, e Agnès, diretora de escola-, que mantiveram um longo silêncio depois que o pai contou publicamente sua história. Hoje, eles se falam ao telefone, mas não convivem mais.

Texte : Leneide Duarte, Carta Capital, 16 de janeiro de 2002.

Photo : Pierre Seel, photographié en 1997 par Orion Delain.

El “olvido” de los estudios históricos


Cuando se estudia la historia del sorprendente, y duro para el análisis, siglo XX la mirada se fija sin duda en el humo que sale de las chimeneas de los campos de exterminio o en los cadáveres semienterrados que aparecen en numerosas fosas comunes excavadas por orden nazi. Pero cuando se analiza la composición de las cenizas de esas chimeneas, o los restos de las fosas, encontramos judíos, sí, pero también enemigos políticos del régimen, presos comunes, Testigos de Jehová, etc. Pero la Historia, o por mejor decir los estudios históricos hechos por personas, claro está, con una determinada concepción sobre la vida, hasta hace poco no encontraban restos de homosexuales (gays y lesbianas).

Sin embargo sabemos, cada día mejor, por el estudio de los archivos accesibles y, por si eso fuera insuficiente, por el testimonio de los ya escasos supervivientes de las persecuciones, que muchos homosexuales, sobre todo varones, fueron detenidos, torturados y exterminados por ser sólo eso, homosexuales. No por su pertenencia étnica, ni por sus ideas políticas, a veces vergonzosamente simpatizantes con las oficiales. Su única culpa fue llevar a la práctica su orientación afectiva y sexual. En su persecución coincidieron, y parecen seguir coincidiendo, todos los regímenes totalitarios. Les separan ideologías, medios y fines, pero son similares en este objetivo como una forma más de lucha contra la disidencia. Por eso parece necesario preguntar cómo se puede explicar este silencio sobre su exterminio. ¿Son responsables los estudios realizados por historiadores de ese silencio? Alguna culpa debe de tener su olvido puesto que de tan largo y unánime no puede ser inocente. La inocencia nunca muestra tanta constancia y sabiduría en las preguntas que no debe hacer o los testimonios que no debe buscar; la inocencia camina de la mano del azar y siempre se sorprende de lo que encuentra.

En la que pasa por ser la última entrevista concedida por Jean Paul Sartre dos meses escasos antes de morir se le preguntó por qué él, el intelectual francés comprometido por antonomasia, quien no se cansó de denunciar todo tipo de injusticias (reales o no), nunca dijo nada sobre el exterminio que sufrieron los homosexuales bajo el régimen nazi. Su respuesta fue,

orque ignoraba este tipo de matanzas, si habían sido sistemáticas y a cuánta gente habían afectado. No estaba seguro. Los historiadores hablan poco de ello. Podía reprochar un montón de cosas a los dictadores, pero ésa no podía reprochársela porque la ignoraba. [2]

Sartre fue el filósofo que puso de moda los temas de la “mala fe” y la “vida inauténtica” durante la segunda mitad del siglo XX. Nada más lógico que preguntarnos si él cayó en la misma falsedad que denunció en otros en relación con este tema, la matanza de homosexuales. ¿Mintió Sartre en esta entrevista o carecía de información una persona que solía estar bien informada de todo lo que sucedía a su alrededor? A esta pregunta intentaré responder a lo largo de este estudio. Pero no solo a ella, claro está. En realidad la usaré como pretexto para analizar una serie de cuestiones que tienen que ver con el tratamiento académico que ha recibido la homosexualidad a partir de la Segunda Guerra Mundial.

Pierre Seel. Historia de un deportado homosexual

En 1994 apareció en Francia un libro que tardó siete años en traducirse al castellano. Su título, Pierre Seel. Deportado homosexual. En él encontramos lo que el título promete, el testimonio directo de un francés, Pierre Seel, originario de Alsacia, fichado por supuesta homosexualidad cuando aún era adolescente e internado con dieciocho años en el campo alsaciano de Schirmeck. Relataré brevemente la historia: a Pierre Seel le roba el hombre con el que mantenía relaciones en un parque. Como el objeto robado, un reloj de pulsera, tenía valor económico y sentimental presentó una denuncia. Sin embargo, el lugar del incidente, la hora, etc, pusieron en alerta a la policía sobre el suceso que allí había tenido lugar y sometieron al joven Seel a preguntas y situaciones humillantes. En sus propias palabras,

Había entrado en la comisaría como un ciudadano robado y salía como un homosexual vergonzante (....) Ignoraba que mi nombre acababa de inscribirse en el fichero policial de los homosexuales de la ciudad y que, tres años más tarde, mis padres se enterarían así de mi homosexualidad.[3]

Poco tiempo después de este incidente estalla la Segunda Guerra Mundial y Alemania se anexiona Alsacia y Lorena, provincias disputadas con Francia desde tiempo inmemorial. Las autoridades de ocupación se hacen cargo entonces de todas las tareas administrativas, entre el júbilo de unos alsacianos y la desesperación de otros. Así llegan a sus manos ficheros policiales donde aparece una homosexualidad que no estaba condenada por las leyes, puesto que había dejado de ser perseguida en Francia desde 1810 con la aplicación del Código Penal napoleónico. Por lo tanto estos archivos eran fruto de la arbitrariedad y la persecución policial de los homosexuales; algo ilegal pues. A Pierre Seel se le ordena pasar por las dependencias de la Gestapo el 3 mayo de 1941.

En ese edificio, durante diez horas, sufrió todo tipo de crueldades que aquí no voy a repetir porque están detalladas en su biografía y quien esté interesado en conocerlas allí puede encontrarlas. Solo diré que, cuando las autoridades alemanas consiguieron que firmara su declaración, el papel tuvo poco valor porque las manchas de sangre hicieron la letra ilegible. A este día le siguieron otros dieciocho en una cárcel atestada de prisioneros y sin comida, y después un furgón al campo de Schirmeck, muy cerca de la frontera alemana, pero todavía en territorio francés[4]. Eran muchos los padecimientos que sufría quien era internado en un campo de concentración que, a menudo, lo era también de exterminio. Todas y todos supongo que tenemos algún tipo de familiaridad con su funcionamiento, sea por haber leído sobre el tema, sea por haberlos visto en el cine. Así que me limitaré a señalar sólo una de las reglas que obligatoriamente habían de cumplir los internos, la destacaré por la arbitrariedad a que daba lugar; una norma, además, que no siempre aparece recogida en los estudios. Consiste en lo siguiente: era obligatorio que los prisioneros recogieran cualquier cosa que se les cayera o encontraran en el suelo, fuese un pañuelo, su escudilla, etc. Bien, pues a veces los guardianes, sin motivos aparentes para los internos, cogían un papel o la gorra de uno de ellos y la lanzaban contra las alambradas que delimitaban el campo. Si el detenido iba a recogerla era abatido a tiros por intento de fuga, pero si no lo hacía era igualmente abatido por desobedecer una orden. A cambio de terminar con un prisionero que se había “intentado fugar”, los miembros de las SS recibían como premio un permiso especial de tres días y una cierta cantidad de dinero[5]; así perdieron la vida muchos prisioneros que no gozaban de las simpatías de las SS[6].

Pierre Seel estuvo pues en Schirmeck durante seis meses, de mayo a noviembre de 1941. Le dejaron salir por buena conducta, por su juventud y, sobre todo, porque firmó una declaración en la que aceptaba la nacionalidad alemana, como podían hacer muchos alsacianos bajo la ocupación. Formaba parte de la política nazi el intentar aprovechar a los “arios” que enmedaran una conducta perjudicial para el régimen; ello incluía a los ciudadanos de zonas consideradas alemanas, como Alsacia y Lorena. Esto, por supuesto, fue una trampa porque a cambio de libertad momentánea le obligó a combatir los años siguientes como soldado raso del ejército alemán en los peores escenarios posibles, incluyendo el frente ruso. Pero no adelantemos acontecimientos. Podemos preguntarnos qué sucedía en el campo cuando los prisioneros se quedaban solos, por la noche, bajo la vigilancia del capo y sus secuaces. Seel nos cuenta que

En el barracón se habían constituido grupos según las diversas afinidades, políticas a veces, lo que aminoraba algo el aislamiento y la dureza de la cotidianeidad. Yo no formaba parte de ninguno de los grupos de solidaridad. Con mi cinta azul, rápidamente descifrada por mis compañeros de infortunio, no tenía nada que esperar de ellos: el delito sexual es una carga adicional en la identidad carcelaria (....) En el universo de los detenidos yo era un elemento completamente despreciable, una minucia sin alma.[7]

Debo aclarar que, aunque el triángulo rosa era la forma corriente de marcar a los homosexuales en los campos que estaban en Alemania o en la Europa del Este, previamente se usaron otros distintivos como brazaletes amarillos con la letra “A” impresa, largos lunares negros o el número 175, en alusión al artículo 175 del Código penal que castigaba las relaciones entre personas del mismo sexo desde el siglo XIX. Al final se impuso el triángulo rosa como la forma corriente de señalar a los varones homosexuales. Sin embargo, en el campo alsaciano de Schirmeck, parece ser que se usaba una cinta azul con el mismo objetivo, de ahí el comentario que acabamos de ver[8]. De la cita se deduce que los oprimidos seguían y reforzaban la discriminación de los opresores; el barracón era un microcosmos que reproducía el macrocosmos político.

Pero, ¿dice la verdad Pierre Seel? ¿Diciendo la verdad exagera, quizás? ¿Existió el exterminio homosexual? Si existió, ¿con qué alcance? Recordemos la ignorancia que había puesto Sartre como justificación para no hablar de tema. Pierre Seel se decide a contar su historia tras haber callado durante casi cuarenta años. Tuvo que guardar silencio todo ese tiempo por vergüenza, por miedo a las represalias contra su familia, y porque la homosexualidad había vuelto a ser castigada en Francia, en 1942 bajo el gobierno de Pétain, tras siglo y medio de despenalización. Lo mismo sucedió en Alemania, donde siguió en vigor el artículo 175 tras la derrota del nazismo[9].

Sin embargo Pierre Seel se decide, finalmente, a hablar. ¿Y por qué lo hace? Habla porque su vida, a los cincuenta y nueve años, era un fracaso completo por intentar borrar su homosexualidad: divorciado, al borde del alcoholismo y con muy poco respeto por sí mismo. Lo hace también porque en 1982, el entonces obispo de Estrasburgo, declara a la prensa sin ambages que considera a la homosexualidad como una enfermedad. Por lo tanto respeta a los homosexuales pero como respeta a los enfermos[10]. Pierre Seel se indignó enormemente al oír esas palabras; era imposible seguir callado y dejar que los demás se aprovecharan de su posición y poder para insultar, despreciar, negar su vida y, con ella, la de todos los homosexuales. Porque ese tipo de discursos fue el que llevó a la persecución y al asesinato de inocentes por parte de los nazis. De ahí que, con los años, acabara escribiendo su autobiografía.

El exterminio de homosexuales y los estudios históricos

En la preparación de este artículo he podido consultar todo tipo de libros y artículos sobre la Alemania nacionalsocialista, desde textos que detallan la vida en estos campos como los escritos por Primo Levi, hasta otros que, dentro de cierta corriente de revisionismo histórico, pasan de largo sobre el tema porque, aparentemente, tal cosa no ha existido. El resultado de mis investigaciones es pobre sobre el tema que me ocupa porque los historiadores no suelen detenerse en el exterminio de estas personas ni escribir sobre él.

Sin embargo uno de los pocos estudios que he podido encontrar es la obra de Olga Wormser y Henri Michel, Tragédie de la déportation 1940-1945, publicada en 1955, y premiada por la Academia Francesa. Estos autores aportan un documento del 28 de agosto de 1940 del Servicio alemán de seguridad (Documentación Arolsen). Se trata de un documento redactado para uso interno por las autoridades nazis siete años después de crearse el primer campo de exterminio, y donde, finalmente, hacen una clasificación según su funcionamiento y objetivos. Según éste los campos serían de tres tipos:

Tipo 1: Creados para las ofensas menores. Entre ellos estarían Dachau y Sachsenhausen;

Tipo 2: Creados para ofensas más graves. Este segundo tipo agravaba las condiciones de vida y trabajo. Entre ellos estarían Buchenwald y Auschwitz;

Tipo 3: Auténticos “molinos de huesos” de donde era extremadamente raro salir vivo. Entre ellos se encontraban Mauthausen y Gros-Rosen.

Cierto que esta clasificación es un tanto arbitraria, puesto que Auschwitz, pese a pertenecer al segundo tipo, era el campo modélico de exterminio, si es que tal hecho puede calificar así. También influía en el nivel de supervivencia dentro de cada campo que la preocupación dominante en un momento determinado fuese la productividad o el exterminio, lo que a su vez dependía de la marcha de la guerra. Ahora bien, como los autores dicen, y por eso se aporta aquí, el objetivo de la Gestapo y las SS era situar en el tercer tipo a todos los criminales, homosexuales, judíos y cierto tipo de presos políticos que les parecían especialmente peligrosos, todos ellos con independencia de su nacionalidad[11]. Y si bien la clasificación es arbitraria porque los del tipo uno podían serlo del dos, y los del dos ser del tres, lo que no sucedió es que los del tercero fuesen del segundo. Por tanto el que los homosexuales fuesen internados con preferencia en los del tipo tres (o del dos que funcionaba como tres) conducía a una muy probable aniquilación. Este era el objetivo, y así debemos suponer que sucedió por encima de los avatares políticos que vivió el régimen nazi. Era además objetivo personal de Himmler que así fuese, como se verá más adelante.

De hecho, siguiendo las investigaciones de R. Lautmann en varios campos de concentración, se puede afirmar que el 60% de los homosexuales internados en los campos murieron durante su encierro, comparado con el 41% de los prisioneros políticos y el 35% de los Testigos de Jehová. Lo que es más, después de cuatro meses uno de cada cuatro internos había muerto; después de un año, uno de cada dos. La suerte fue distinta para prisioneros políticos y Testigos de Jehová, quienes sobrevivían en mayor numero tras el primer año de encierro (cuatro de cada cinco Testigos y dos de cada tres prisioneros políticos)[12]. El nivel de supervivencia de los homosexuales era tan bajo como el de los judíos, pese a no ser objetivo específico del nazismo terminar con todos los homosexuales “arios”, como sí lo fue terminar con todos los judíos. Entonces podemos preguntarnos por los motivos de unos porcentajes de supervivencia tan bajos.

El mismo Lautmann apunta unas hipótesis que coinciden con las declaraciones de los homosexuales que sobrevivieron al exterminio. Hipótesis que aquí se consideran también válidas. En primer lugar no existía una solidaridad social con esos prisioneros, como sí existía con otros, ni una red externa de apoyo. Cada homosexual detenido no podía confiar en que otro homosexual del exterior se preocupara por él e intentara hacer algo para sacarle de allí so pena de ser acusado y detenido por el mismo delito; a menudo no recibía ayuda ni siquiera de su familia. Por otro lado, al ser considerados, tanto por el régimen nazi como por la sociedad, cobardes y afeminados, no se ponían en sus manos tareas de responsabilidad, administración de los barracones, etc, que ayudaban enormemente a seguir vivo porque se asesinaba preferentemente a quienes no tenían ninguna función asignada ni trato con las autoridades; quienes realizaban estas funciones no era probable que tuviesen que ir a recoger su gorra a las alambradas. En tercer lugar no podían ayudarse entre ellos porque cualquier acercamiento sería visto como una negación de su “cura” o rehabilitación, cosa que sí podían hacer otros prisioneros. Nadie se extrañaba de que un judío se acercara a otros judíos, por ejemplo, ni lo iba a denunciar por ello. Los homosexuales estaban solos como nadie más lo estaba. Finalmente, como su vida no parecía tener mucho valor fuera del campo, entonces tampoco tenía valor dentro de él[13]. Ni para los nazis, que les encargaban los trabajos más duros y los sometían a los experimentos médicos más crueles, ni para el resto de los internos, que podían negarse a ayudarles en el caso de necesitarlo.

Por lo tanto los homosexuales pasarían fácilmente a convertirse en “musulmanes”[14], calificativo que designa el estado límite de supervivencia a la que llegaba un interno y cuyas características eran la desnutrición aguda, los actos mecánicos e inconscientes, el encorvamiento de la espalda y la consiguiente dificultad para caminar. Se trataba ser seres humanos incapaces ya para el trabajo y que entraban mansamente en los convoyes dirigidos a las zonas de exterminio dentro del campo o de otros lagers. Heger cuenta lo siguiente sobre los criterios de selección de un número determinado de prisioneros para enviar de los campos de concentración a los de exterminio, donde encontrarían la muerte segura,

Se dejaba a la oficina de prisioneros, encabezada por el decano del campo, la labor de seleccionar a los presos que debían ser enviados al exterminio. Si el decano era un preso político, era un hecho seguro que la mayor parte de los prisioneros elegidos para el exterminio serían hombres con el triángulo rosa.[15]

Para entender el comentario debe señalarse que cada grupo dominante de un campo elegía a miembros de los otros grupos para llenar el cupo de sujetos condenados a morir. Reafirmaba así su poder frente a los demás y la fidelidad de sus adhesiones, es decir se volvía más fuerte. Como los triángulos rosas no eran dominantes en ninguno, entonces eran elegidos como víctimas preferidas por todos los demás, junto con los gitanos, que se encontraban en la misma situación.

Asesinar homosexuales fue entonces un objetivo reconocido por la Gestapo y las SS, aunque en numerosos discursos de los años treinta, tanto Heinrich Himmler, jefe primero de las SS, luego de la Gestapo, y finalmente responsable máximo de los campos, como Hitler, habían asumido públicamente la función de terminar con los homosexuales (además de con los judíos). No tenemos más que ver lo que sucedió en la conocida como “Noche de los cuchillos largos”, el último fin de semana de junio de 1934. Entonces Goering y Himmler ordenaron asesinar a Ernst Röhm y a muchos otros dirigentes y miembros de las SA, por supuesto con el conocimiento de Hitler, bajo la acusación de que este cuerpo nazi estaba formado por homosexuales que, en virtud de sus afinidades, preparaban una conspiración contra el Führer[16]. Es decir, la homosexualidad era la base para una conspiración. Debo decir que aunque Ernst Röhm y su ayudante Edmund Heines eran conocidos homosexuales, la mayoría de los trescientos miembros de las SA asesinados aquellos días no lo eran, así que fueron asesinados bajo esa acusación pero por otros motivos como ajustes de cuentas personales, luchas por el poder dentro del régimen entre las SA de Röhm y las SS de Himmler, intento de tranquilizar a los altos mandos del ejército por el poder creciente que tenían las SA dentro del Estado descabezándolas, etc[17].

De hecho, en 1934, se creó dentro de la Policía Secreta del Estado, es decir dentro de la Gestapo, una división especial para perseguir a los homosexuales. Dos años más tarde, en 1936, Himmler creó una Oficina Central para combatir la Homosexualidad y el Aborto: la Oficina Especial (IIs), un Subdepartamento del Departamento Ejecutivo II de la Gestapo. La unión de la homosexualidad y el aborto reflejaba la política nazi de promover la natalidad, ya que una de las dificultades que podían encontrar para implantar su programa totalitario primero en Europa, y luego en el resto del planeta, era la insuficiencia numérica de la raza aria.

A la cuestión de porqué el régimen hitleriano perseguía a los homosexuales se puede contestar que, básicamente, porque los consideraba perjudiciales para la pureza de la raza germánica. Perjudiciales en un doble sentido. Por un lado el homosexual no se reproducía, según los ideólogos nazis, lo que reducía el número de nacimientos futuros. Cuando digo que no se reproducían quiero decir, en primer lugar, que los nazis creían que la homosexualidad masculina abarcaba casi todo el campo. O, dicho con otras palabras, que las lesbianas no suponían la misma amenaza que los varones; de hecho el artículo 175 no mencionaba la homosexualidad femenina. Aunque una mujer tuviese relaciones con otras, pensaban que esto era una etapa de inmadurez que se resolvería fácilmente con el paso del tiempo. Se consideraban recuperables para la raza y la maternidad, a diferencia de los varones. Por lo tanto aunque también fueron perseguidas, y se encuentran documentados unos cuantos casos[18], no lo fueron con la saña con que lo fueron los homosexuales masculinos.

Pero si, excepcionalmente, los homosexuales se llegaban a reproducir entonces las consecuencias serían temibles porque, según la doctrina eugenésica en boga, y no sólo en Alemania, también en las democracias occidentales, transmitirían a sus descendientes una serie de rasgos psicológicos y emocionales negativos, como la mentira y la cobardía, además de la homosexualidad, es de suponer. Es sabido que el nazismo asociaba los valores morales y sociales con la sangre, la cultura superior con la sangre alemana, la inferior con los pueblos salvajes y semitas, de donde permitir la reproducción de una sangre que no se adecuaba a los valores supremos, como era el caso de la sangre judía, gitana, homosexual, eslava, etc, era una traición al pueblo alemán. Era su debilitamiento y su fin[19].

En opinión de Gerard Koskovich, la persecución de homosexuales que comenzó con la “Noche de los cuchillos largos” es un hecho significativo por un buen número de razones. En primer lugar porque ayudó al ministro Joseph Goebbels a elaborar tácticas de manipulación de la opinión pública tan eficaces que luego fueron usadas para el más amplio programa racista y antisemita. En segundo lugar porque demostró cómo la acusación de homosexualidad podía ser usada para coaccionar a cualquiera, tuviese o no esa orientación sexual y afectiva. De hecho, quien se ganara las enemistades del partido nazi podía ser acusado y castigado con las penas más duras que permitieron las varias ampliaciones que se hicieron del artículo 175. Era juzgado formalmente, aunque sin neutralidad judicial, si se trataba de una persona importante; extrajudicialmente y sin formalidades si no lo era. Esto, evidentemente, permitía una flexibilidad en el uso que no tenían otros términos, como el de “judío”, por ejemplo. En tercer lugar supuso el despliegue de la nueva política genocida; la aceptación que tuvo entre la población alemana el asesinato de personas bajo la acusación de que eran homosexuales animó a los nazis a pensar que la puerta estaba abierta al uso futuro del exterminio sobre otras poblaciones[20]. Al fin y al cabo, se puede pensar, si el asesinato de unos ciudadanos se realiza ante la indiferencia de la mayor parte de la población, ¿por qué no asesinar a muchos otros si suponen también una dificultad para llegar al Estado totalitario aunque presentándolo como una política destinada al bien del pueblo alemán?

Como muestra del conocimiento que tenían que tener los historiadores de la política nazi hacia los homosexuales, su persecución y exterminio, me detendré en el discurso público que el mismo Himmler pronunció el 10 de octubre de 1936, donde expuso algunos de sus principios ideológicos. Tras afirmar que Alemania estaba rodeada de enemigos dispuestos a destruirla a la menor ocasión arremete, sin mediación aparente, contra las homosexuales y expone la política que el régimen nazi estaba siguiendo para terminar con ellos. Afirma que

Como Nacional Socialistas no tenemos miedo a luchar contra esta plaga dentro de nuestras propias filas. Como si hubiéramos vuelto a adoptar el antiguo punto de vista germánico sobre la cuestión del matrimonio entre razas extrañas, así, también, en nuestro juicio de la homosexualidad –un síntoma de degeneración racial destructiva para nuestra raza- hemos vuelto al principio nórdico que [dice que] los degenerados deben de ser exterminados. Alemania se levantará o caerá según la pureza de su raza[21]

Es decir, Himmler parece creer en una mítica edad dorada donde los principios de segregación racial y moral eran el secreto de la supremacía de unas razas sobre otras. Quizás del triunfo de los viriles germanos sobre los afeminados latinos siglos atrás. Por haber olvidado esos principios Alemania se encontraba postrada; para levantarla era necesario volver a cumplirlos a cualquier precio. Entre las medidas a tomar, y Himmler no puede hablar más claro ni más alto, se encuentra el exterminio de los homosexuales. No fueron simples palabras porque el 4 de abril de 1938 dicta una orden por la cual todos los hombres condenados por crímenes homosexuales debían ser trasladados directamente a campos de concentración. Revisa la orden en 1940 para afirmar, simplemente, que “debían ser trasladados”[22]. Adónde debían serlo no se dice con claridad, puesto que al comenzar la guerra las autoridades nazis dejaron de ser claras en muchos aspectos que tenían que ver con el genocidio, pero es fácil deducirlo.

No abundaré en más citas similares porque en estas y otras declaraciones se comprueba lo claro que hablaban las autoridades nazis y lo mucho que se han ignorado sus palabras. Es como si los nazis fuesen unos asesinos con tan poca conciencia de culpa que dijesen siempre la verdad sobre lo que iban a hacer, y además fuesen coherentes con sus proyectos. Y, en cambio, muchos historiadores que estudiaron esos años, a quienes podemos y debemos suponer perfectamente conocedores de estas palabras y de todo lo que rodeó la masacre de las SA, fuesen pacíficos sabios incapaces, quizás, de enfadarse con nadie o de sufrir un acceso de cólera, pero incapaces también de decir toda la verdad para no herir el pudor del público.

Así se puede decir que en muchos estudios sobre la Segunda Guerra Mundial o el régimen hitleriano se dan listas de detenidos en los campos y encontramos la conocida, por repetida, clasificación: judíos y comunistas de las más diversas nacionalidades, republicanos españoles, miembros de la resistencia de todos los países invadidos, ciudadanos rusos, polacos, etc. Pero pocas veces homosexuales[23]o gitanos. Se sabe a ciencia cierta que los nazis perseguían a los homosexuales, pero cuando se habla de las víctimas de los campos de exterminio, no se los nombra por ningún lado ¿Pero qué temían los estudiosos de esos años, desarrollar una carrera profesional menos brillante? ¿Por qué no hablaban de la persecución y exterminio de los homosexuales cuando Himmler se expresaba con tanta claridad? ¿Fueron homófobos, es decir, detestaban a los homosexuales y su negación fue solo la expresión de su homofobia?

Homofobia, Historia, Filosofía

El historiador del Derecho Daniel Borrillo relaciona la homofobia, en sentido general, con la xenofobia, el racismo, el sexismo y el antisemitismo. Todas éstas serían manifestaciones arbitrarias que señalan al otro como contrario, inferior o anormal[24]. Ese otro puede quedar fuera del universo común de los humanos, y se convierte entonces en el objeto de miradas curiosas y discursos negadores de su humanidad. Borrillo señala que

La homofobia es un fenómeno complejo y variado que se adivina en las bromas vulgares que ridiculizan al afeminado, pero que también pueden revestir formas más brutales, que lleguen a la voluntad de exterminación del otro, del homosexual, como fue el caso de la Alemania nazi. La homofobia, como toda forma de exclusión, no se limita a constatar una diferencia: la interpreta y extrae conclusiones materiales[25]

¿Qué conclusiones materiales extrae la homofobia, podemos preguntar a partir de la última frase de la cita? Quizás que no sea oportuno hablar del sufrimiento de personas que no están bien vistas por la sociedad, es decir que es mejor callar aquello que, si se dice, nadie va a felicitar a su portavoz o testigo por decirlo. Si el mundo de los barracones repetía la jerarquía social del universo nazi denunciada por Seel, es muy probable que los historiadores se hayan contagiado del mismo sistema de valores y si, por ejemplo, no quieren hablar de los gitanos ni de los homosexuales ¿quién se lo iba a reprochar, quizás alguna autoridad académica reconocidamente homosexual? Era poco probable.

Ahora bien, no ajustaré cuentas sólo con los estudios históricos, lo haré también con la Filosofía. Si se formulara la pregunta acerca de la postura que han adoptado los filósofos contemporáneos sobre el tema que se ha desarrollado en este artículo, la respuesta es que no ha tomado ninguna, que se sepa. Parte de la Escuela de Frankfurt reflexionó sobre lo acontecido en los campos del infierno; un autor como Adorno se ocupó en profundidad del tema, de denunciar la falta de sentido de la cultura contemporánea desde entonces, de la imposibilidad de su continuación. Adorno no recoge más que la matanza de judíos, es cierto, pero lo que hace es reflexionar en general sobre el sentido del fenómeno, más que especificar sobre sus víctimas. Por lo tanto no debemos esperar en él un acercamiento a cada una de las categorías de asesinados para realizar una reflexión independiente.

Más graves son otros silencios, en primer lugar el de Heidegger. Porque, como señala Ricardo Foster[26], si pudo haber sido fruto de su ambición y precipitada falta de reflexión el aceptar responsabilidades académicas bajo el nazismo, no fue ni una cosa ni la otra su persistente silencio posterior sobre lo que aconteció en los campos, acerca de su misma existencia. Y eso en un filósofo que había hecho del conocimiento de los aspectos de la temporalidad los rasgos constitutivos para la comprensión del ente. Cuarenta años de silencio son demasiado tiempo para haber sido contemporáneo a lo sucedido, vivir en el lugar y momento oportunos, y no hablar de ello. Pocos alemanes, seguramente ninguno, en mejor posición intelectual que Heidegger para pensar sobre esos hechos. Sin embargo en él no encontramos ni alusión al tipo de inocentes que fueron a parar a los campos, ni referencias al hecho de su existencia; es como si nada de eso hubiese sucedido. El suyo es un silencio enorme que pesa atrozmente sobre la filosofía que con tanto trabajó ayudó a levantar, sobre una metafísica que descubre en la fundamentación en el tiempo histórico su base más segura.

Si los estudios históricos no entraron, no quisieron entrar, en el reconocimiento de determinadas víctimas de la matanza y los filósofos, en demasiadas ocasiones, ni siquiera trataron el asunto, ¿cómo sabemos que estos hechos se produjeron? ¿quiénes son los testigos que pueden hablar del exterminio de homosexuales? Sin duda Pierre Seel y H. Heger/Joseph K., pero no sólo ellos. A Pierre Seel lo podemos ver en un film documental que ha recibido varios premios internacionales, Paragraph 175[27]. Aquí, además, aparecen recogidos testimonios de franceses y alemanes que fueron detenidos, internados, torturados en los campos nazis de exterminio diseminados por varios países y que, pese a todo, milagrosamente consiguieron sobrevivir a tanta crueldad y dolor. Decidieron dar ese paso adelante y declarar públicamente lo que habían callado durante tantos años para impedir que el olvido o la mentira negasen lo que fue, borrasen lo que hubo. Frente a la cobardía y egoísmo que aducía Himmler como sus rasgos innatos, han demostrado ser valientes y generosos. Gracias a ellos podemos conocer lo que ni otros supervivientes, ni la inmensa mayoría de los historiadores, han querido contar sobre lo que pasó en Alemania y las zonas de Europa control nazi.

Conclusiones

Como conclusiones de las páginas anteriores creo que se puede afirmar lo siguiente:

1º) No se puede acusar a Sartre de “mala fe” cuando afirmó que no habló de la persecución de homosexuales por el régimen nazi porque no la conocía. Quizás podría haber hecho un poco más por informarse, quizás podría haber sabido más. Pero si la “mala fe” es el desconocimiento consciente de determinados hechos, Sartre no puede ser acusado de esa falta.

2º) Si la homofobia es la consideración de los homosexuales como personas inferiores a las heterosexuales, y extrae conclusiones de la diferencia, entonces la inmensa mayoría de los historiadores que estudiaron el genocidio han sido homófobos. Si el barracón de los campos reprodujo un sistema de valores que los nazis defendieron, pero que estaba vigente mucho antes de que llegasen al poder, los estudios históricos, durante décadas, reprodujeron los prejuicios del barracón. También los filósofos, en la medida en que tiene la responsabilidad de reflexionar sobre lo sucedido, han caído en el mismo culpable silencio.

3º) Hace falta todavía un estudio profundo de este fenómeno. Es cierto que desde finales de la década de los ochenta, aproximadamente, el tema merece más atención. Pero también lo es que la persecución de homosexuales y gitanos son los grandes olvidados de los estudios sobre los totalitarismos en Europa, de derecha o de izquierda.

4º) El encubrimiento de este hecho por los historiadores no se ha producido en otros campos culturales como el teatro (Bent), el género (auto)biográfico (Hans Heger, Pierre Seel) o el cine (Paragraph 175). Escritores, directores de cine o los mismos museos (como el Holocaust Memorial Museum de los Estados Unidos) han ocupado ese espacio de reivindicación y han conseguido que el olvido no fuese completo.

Es decir, donde los expertos de la ciencia histórica no han querido hablar, otras creaciones culturales lo han hecho. Es lógico que así sea porque algo que formó parte de la enormidad que supuso el genocidio nazi no es fácil que permanezca indefinidamente ocultado o silenciado.

Bibliografía

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Filmografía:

Epstein, Robert (1999): Paragraph 175. USA , 81 minutos.

Direcciones virtuales:

www.holocaust-trc.org/homosx.htm Página web del Holocaust Teacher Resource Center puesta a su disposición por el Holocaust Memorial Museum de Estados Unidos. Incluye enlaces a figuras de la Alemania de los años treinta, como el Dr. Magnus Hirschfeld, y al famoso Artículo 175 del Código penal alemán.

The author can be contacted at : elpersazaratustra@wanadoo.es

NOTES

[1] Una primera versión de este texto se presentó con el título de “El olvido de una memoria llena de culpa” como comunicación en el I Congreso iberoamericano de ética y filosofía política que se celebró en Alcalá de Henares entre el 16 y el 20 de septiembre de 2002. Fue la primera vez que, en el conjunto del Estado español, se expuso el tema en un ambiente académico.

[2] Extracto de la entrevista realizada el 23 de febrero de 1980 por Barbedette, Lochu y Le Bitoux, publicada en Gai Pied (marzo, 1980) y recogida en Seel y Le Bitoux (2001, 131).

[3] Le Bitoux y Seel (2001, 21).

[4] Hoy de este campo ya no queda nada porque las autoridades francesas han convertido el suelo que ocupaba en zona residencial.

[5] Heger (2002, 62). El libro es una biografía del superviviente Joseph Kohut, escrita por Heinz Heger, pseudónimo a su vez del escritor vienés Hans Newmann, ya que el protagonista de los hechos deseaba contar su historia pero no se sentía con talento suficiente para hacerlo por sí mismo, ni quería salir a la luz pública. Para entender el anonimato, tanto del escritor como del biografiado, debe recordarse que cuando se publica esta obra la homosexualidad seguía estando perseguida en la mayor parte de Europa; por otro lado las editoriales se resistían a publicar un libro con ese contenido.

[6] Este hecho lo encontramos recogido tanto en la obra de Seel como en Bent, obra de teatro escrita por Martín Shermann. Bent está inspirada en el texto de Heger.

[7] Le Bitoux y Seel (2001, 40).

[8] Los símbolos más frecuentes eran los siguientes: triángulo amarillo para los judíos, rojo para los disidentes políticos, verde para los criminales de derecho común, morado para los Testigos de Jehová, marrón para los gitanos, rosa para los homosexuales. Un hecho revelador de la jerarquía dentro de los barracones es que los presos políticos temían que, con el lavado, el triángulo rojo de su ropa perdiese color y acabase pareciendo rosa.

El mencionado triángulo rosa, con el tiempo y a consecuencia de la persecución nazi, se ha convertido en el símbolo internacional de muchos grupos que luchan por los derechos de gays y lesbianas.

[9] La homosexualidad fue despenalizada en Francia en 1982, durante el primer mandato de François Mitterrand. El artículo 175 entró en vigor en toda Alemania en 1871, a raíz de la unificación, imponiéndose el código de Prusia sobre las legislaciones de otros estados como Baviera y Hannover, que habían despenalizado la homosexualidad a comienzos del S. XIX como consecuencia de la influencia que tuvieron las ideas ilustradas en esos territorios. El artículo 175 siguió en vigor en las dos Alemanias mucho tiempo después de terminar la Segunda Guerra Mundial.

[10] Es curioso que un obispo católico hable de enfermedad, concepto médico, en lugar de pecado o culpa, conceptos teológicos propios de su formación. Muestra evidente del peso que han perdido las categorías religiosas, sustituidas por las científicas, para juzgar la realidad.

[11] Wormser y Michel (1955, 67-68).

[12] Lautmann (1981, 3 y sgs.).

[13] Lautmann (1981, 3). Ver también Plant (1986, 166-169).

[14] Para el uso del concepto de “musulmán” y su descripción se puede consultar Primo Levi (2002) y para su análisis Agamben (2000).

[15] Heger (2002, 136).

[16] “(...) Hitler, tomando la palabra ante los jefes de las secciones de asalto supervivientes en Munich, el 30 de junio, a mediodía, justo después de las primeras ejecuciones, declara que, por su sola moral corrompida, esos hombres merecían morir” Shirer (1963, 247) [Traducción propia]. Uno se pregunta, como hace Klaus Mann, si antes de esta fecha Hitler no conocía perfectamente la “moral corrompida” de sus secuaces.

[17] Koskovich (1997, ……)

[18] Schoppman (1996, 20 y sgs.).

[19] A ello deben sumarse las obsesiones personales de Himmler, que sin duda crecieron en odio hacia los homosexuales cuando la figura de Ernst Röhm, que era en la práctica su superior dentro de la jerarquía nazi aunque dirigiese otro cuerpo, bloqueaba el ascenso de las SS. Su carrera política y ambición personal no quedaron despejadas hasta la “Noche de los cuchillos largos” y el posterior debilitamiento de las SA. Ver para ello, Plant (1986, 54-104). Es decir, los capítulos segundo (“The Röehm Affair”) y tercero (“The Great Inquisitor”).

[20] Koskovich (1997, ......) en este mismo volumen. Ver también Plant (1986, 67-69).

[21] Plant, 111[Traducción propia].

[22] Plant, 215.

[23] Por ejemplo en el texto de Zentner (1978). Por citar un texto escrito originalmente en castellano dentro de la misma línea, véase Saña (1980). Como excepción a este silencio se podría mencionar la obra de Eugen Kogon (1965, 82). Pero, como apunta su título, Sociología de los campos de concentración, esta obra desarrolla un enfoque sociológico.

[24] Borrillo (2001, 13 y sgs.).

[25] Borrillo (2001, 16).

[26] Foster (2002).

[27] Epstein (1999). Evidentemente el título del film documental se refiere al artículo del código penal alemán que sancionaba la homosexualidad.

Copyright: Javier Ugarte Pérez, 2004.

La castration forcée de Friedrich-Paul von Groszheim

Friedrich-Paul von GroszheimLes années vingt, qu'on appelle aussi l'Age d'Or des Années Vingt, furent pour moi une période merveilleuse. En disant cela, je ne me méprends pas sur les problèmes de ces années : le chômage, la paupérisation rampante et la radicalisation politique. [...] A Lübeck, on se rencontrait à l'Eldorado. En fin de semaine, grâce aux trains modernes à impériale, je me rendais souvent à Hambourg. L'après-midi, je faisais les boutiques du centre ville, puis j'allais au Pavillon de l'Alster. La galerie qui ornait ce dernier était notre lieu de rendez-vous, que nous appelions "la colline chaude"..

[...] Contrairement à beaucoup de ses contemporains, Friedrich-Paul von Groszheim se rend pleinement compte, au début des années trente, du danger imminent que représente la montée du national-socialisme en Allemagne : "En 1933, j'avais 26 ans, et le premier cabinet d'Hitler m'apparaissait déjà comme quelque chose de grave. Je craignais que nous n'ayons à endurer ce personnage durant une période plutôt longue."En 1934, il prend conscience de l'immédiateté du danger qui le menace personnellement : "Après qu'Ernst Röhm, le chef de file des SA, ouvertement homo, fut assassiné sur ordre d'Hitler, pour nous, les pédés de Lübeck, une chose devenait claire, c'est que cela n'était qu'un début ! A alors germé quelque chose de l'ordre de la solidarité. Des simples tapineurs jusqu'aux pédés aisés, on se disait : "Quoi qu'il advienne à présent, il faudra bien nous serrer les coudes..."

"[En 1936], peu après les Jeux Olympiques de Berlin, une descente eut lieu dans notre maison, tout à fait par surprise. [...] On découvrit chez moi une pile de photos de garçons et on les remit à la police des moeurs."

"Mais, avant même qu'il s'ensuivit quoi que ce soit de cet événement, le 23 janvier 1937 on assista à l'une des rafles d'homosexuels les plus importantes de toute l'époque nazie. Ce jour-là, 230 pédés furent appréhendés à Lübeck. Quant à moi, on m'arrêta à l'aube, dans mon lit. Aucun d'entre nous n'avait été surpris en flagrant délit. Ce sont essentiellement les SS qui ont mené toute l'action, avec l'aide d'un mouchard que nous connaissions tous. Il était lui-même pédé et se promenait souvent le long de la Trave où il dénichait ses contacts. Je n'avais jamais rien fait avec lui, mais je le connaissais de vue."

"Ce qui se produisit ensuite, vous ne pouvez l'imaginer aujourd'hui. Nous fûmes tout d'abord emmenés à la prison de Lübeck. Les véritables interrogatoires ne commencèrent qu'en février. C'est alors que nous fûmes transférés au "Magasin de laine", c'est à dire à la centrale de la Gestapo, située près de la cathédrale de Lübeck. Là, j'étais dans une cellule glaciale, pleine d'excréments et d'urine. J'avais toujours sur moi les vêtements légers que je portais lorsqu'on m'avait arrêté. A plusieurs reprises ont vint me chercher, et j'eus droit à de terribles passages à tabac. On nous sommait de nous dénoncer mutuellement... Je n'ai pas crié, car, pour rien au monde, je ne voulais laisser voir à ces gens mon talon d'Achille... Une fois, ils m'ont tordu le cou, il y a eu un tel craquement au niveau de ma vertèbre cervicale que j'ai pensé : cette fois, c'en est fait de moi... Les coups et la trique, ça allait jusqu'à ce que le sang gicle..."

"Après cela, on nous rejetait dans l'immonde cellule, toutes nos plaies ouvertes exposées à la saleté. Je ne pouvais même pas m'allonger car tout mon corps me faisait souffrir. Une fois, j'ai demandé l'assistance du brigadier : "Pourriez-vous m'aider à panser mes plaies ?" Me toisant de toute sa hauteur, il s'est contenté de répondre : "Je ne vois rien !" Cette mentalité était typique, c'était celle du parfait nazi..."

"En novembre 1937, je fus condamné à neuf mois de prison pour infraction à l'article 175 qui réprimait l'homosexualité masculine. Comme j'avais déjà écopé de dix mois de détention préventive, je fus, après pourparlers, effectivement relaxé. Mais il va de soi que mon existence était ruinée, car je ne pouvais plus m'occuper de mes affaires de négoce. Je dois ajouter que la majorité de la population était clairement du côté des nazis. Les gens trouvaient cela parfaitement judicieux de procéder enfin à un "nettoyage" parmi les pédés. Pour nous, il n'y avait aucune compassion, rien."

"Dès 1938, je fus à nouveau arrêté, cette fois en pleine rue. J'étais tout à fait seul, complètement livré à moi-même. Ces humiliations et tourments constituent la période la plus terrible de ma vie. Le 25 novembre 1938, je fus soudainement libéré, mais on s'empressa d'ajouter : "Soit vous vous faites castrer, soit on vient vous chercher à nouveau !" L'opération fut réalisée le 15 décembre 1938.


Source : La Déportation des Homosexuels, onze témoignages, Allemagne 1933-1945, Lutz van Dijk, éditions H&0, 2000.

Photo : Friedrich-Paul von Groszheim

Négation, dénégation : la question des triangles roses

On ne saurait, à proprement parler, évoquer un quelconque négationnisme en ce qui concerne l'histoire de la déportation des homosexuels par les nazis, tant cette histoire a été essentiellement tue, oubliée, différée. En cela, elle a été moins niée avec toute la force d'une négation qu'esquivée, déplacée, rendue toujours plus impertinente, par l'insidieux d'une dénégation.

A cet égard justement, cette histoire, ou plutôt cette (non-)histoire, apporte peut-être un éclairage nouveau sur la nécessité de la critique du négationnisme actuel et du combat à mener à son encontre. Comme si le rapport douloureux et complexe des communautés homosexuelles à leur mémoire pouvait donner, à un certain niveau, l'image réelle et désolante de ce qu'il adviendrait du rapport des communautés juives à leur propre mémoire, au cas où le projet négationniste parviendrait à ses fins : communautés proscrites dans leurs prétentions mêmes à exister comme telles, communautés usant du signe même de son odieux marquage pour se désigner elles-mêmes – le triangle rose –, signe renvoyant moins lui-même à un savoir qu'à son absence et au seul souvenir de cette absence, communautés enfin vouées à nouveau à la mort dans le silence et dans l'indifférence quand de nouveaux malheurs, certes d'une tout autre nature, s'abattent sur elles — et du sida alors il devrait être question. Comme si, encore, cette (non)-histoire de la déportation des homosexuels marquait l'horizon espéré de toute stratégie négationniste, dans la mesure où la négation, sous couleur de révision, apparaît toujours comme un pis-aller : on essaie de nier le jour où on ne peut plus dénier. Autrement dit, on peut se demander si s'interroger sur cette (non)-histoire n'oblige pas, indirectement aussi, à s'interroger sur le projet même des négationnistes : d'une part, ne doit-on pas penser que la dénégation d'un crime contre l'humanité est, à maints égards, bien pire que sa seule négation, dans la mesure où l'acte de nier, à la différence de celui de dénier, confère encore une existence, bien que toute négative, à l'objet qu'il nie ? D'autre part, et peut-être surtout, ne peut-on pas estimer que le négationnisme, dans la pensée d'extrême-droite, n'est qu'un objectif tactique, mais que le véritable but stratégique est de parvenir à rendre possible une véritable dénégation, c'est-à-dire de véritablement tuer la mémoire et l'histoire ?

C'est seulement, en effet, du fond d'une part d'une histoire positive, constituée d'archives, de témoignages, de recoupements, de décomptes, et d'autre part d'une mémoire vive qui la nourrit autant qu'elle repose sur elle, que l'on peut affirmer : ces prétendus révisionnistes n'en sont point, ce ne sont que de purs et simples négationnistes. Et cette démarche est la bonne, aussi bien historiquement que politiquement. Mais à regarder de plus près la technique d'argumentation de M. Faurisson et consorts, on remarquera qu'il s'agit en fait moins là d'une technique de négation que, justement, d'un travail de dénégation, ou plus exactement d'un travail tendant à rendre possible à terme la dénégation : mise en doute systématique de tout fait positif, renvoi continu au camp adverse de la charge de la preuve, exigence hyperbolique concernant cette même preuve, primat exorbitant accordé à la critique sceptique au détriment de toute détermination historique, recherche maniaque des erreurs possibles dans l'établissement des faits, bref sapage des fondements mêmes de tout savoir positif à partir d'une perversion des moyens d'investigation propres à ce même savoir. Les négationnistes disent moins, en tout cas quand ils cherchent un tant soit peu de respectabilité, "la Shoah n'a pas eu lieu" que "nous n'en savons rien et on ne pourra pas le savoir, donc rien ne sert d'en parler". La logique d'une telle démarche est claire : permettre, pour rendre le discours d'extrême-droite à nouveau respectable ou tout au moins audible, à la dénégation de la Shoah de pouvoir résister à l'épreuve du réel qu'offre la science historique. En bref : faire de la mémoire de la Shoah l'analogue de la mémoire de la déportation des homosexuels, la mémoire morte d'une (non)-histoire.

A rebours, on doit donc se demander si la lutte contre le négationnisme n'aurait pas tout intérêt à la fois à comprendre comment un tel silence sur le sort des homosexuels sous le Troisième Reich a pu être possible pendant près de cinquante ans autant dans nos démocraties occidentales que dans les pays de l'Est, et à chercher à le conjurer aujourd'hui par la constitution d'une histoire digne de ce nom sur la question. Car on ne défend pas la mémoire en acceptant qu'elle demeure hémiplégique, comme on ne saurait prétendre édifier une histoire scientifique du nazisme en la condamnant à demeurer partielle. Le nazisme fut un système global de répression et de "purification" de la vie sociale ; son histoire doit l'être autant.

1. Ce que nous savons

Avant de réfléchir sur les raisons de la dénégation et du silence qui ont régné de l'après-guerre à nos jours sur le massacre de milliers d'homosexuels par les nazis, il est nécessaire de rappeler le peu que l'on peut et que l'on doit savoir, en dépit du peu de documents, de témoignages et d'études disponibles, particulièrement en France[1]. On ne peut, certes, fournir aujourd'hui de chiffres exacts sur l'ampleur des persécutions, sur le nombre des déportés « triangles roses » et sur le nombre des homosexuels morts dans les camps. Il est d'ailleurs probable, eu égard aux lacunes des sources, que des chiffres précis ne pourront jamais être établis. Pour autant, les quelques travaux d'historiens sérieux dont on dispose sont suffisants pour rappeler un certain nombre de faits et d'approximations fiables quant à l'ampleur et à la systématicité des exactions commises à l'égard des homosexuels.

Il est d'abord évident que l'on ne saurait, à propos des homosexuels, parler de "solution finale" ou même d'extermination systématique. On relèvera à cet égard quatre traits distinctifs :

- Premièrement, le nombre d'homosexuels morts dans les camps est de toute évidence sans rapport avec le nombre de juifs qui y furent exterminés. Le chiffre extravagant de plus d'un million d'homosexuels morts dans les camps a été propagé sans aucun fondement[2]. En regard du nombre d'homosexuels en Allemagne dans les années 30, que l'on peut grossièrement évaluer entre 500 000 et un million, les études sérieuses dont on dispose estiment le nombre d'homosexuels internés dans les camps à environ 10 000 (en tout cas dans une fourchette allant de 5 000 à 15 000), dont 60% environ n'ont pas survécu (soit entre 3 000 et 9 000 morts, probablement autour de 6 000)[3]. A ces chiffres, il conviendrait d'en ajouter d'autres, que nous ne sommes pas en mesure de préciser ici : la politique nazie de lutte contre l'homosexualité fit des victimes hors des camps, en particulier dans l'armée en temps de guerre[4]. Il est également probable qu'un certain nombre d'homosexuels – mais combien ? – furent assassinés dans le cadre de l'extermination des malades mentaux. Même à défaut d'avancer un chiffre pour ces deux catégories, il n'en demeure pas moins que le nombre total d'homosexuels morts en raison de leur homosexualité est de l'ordre, au minimum, d'une dizaine de milliers, et au maximum de quelques dizaines de milliers. C'est, aussi bien en valeur absolu que proportionnellement, incomparable avec le fait de la Shoah[5].

- Deuxièmement, il n'y eut pas de décision ou de décret explicite visant à organiser la liquidation physique de tous les homosexuels, en ce sens pas d'équivalent à la nuit de Wannsee ou à un Nacht und Nebel Erlass . Dans la panoplie de mesures mises en oeuvre pour “éradiquer” l'homosexualité, la justice pénale continua de jouer un rôle prépondérant et l'internement en camp ne fut pas, loin s'en faut, systématique. Nombre d'homosexuels furent condamnés à de lourdes peines de réclusion, mais seule une fraction d'entre eux fut envoyée en camp à l'issue de leur peine de prison[6]. On sait ainsi, d'une part, que de 1933 à 1943 les tribunaux (hors tribunaux militaires) condamnèrent pour homosexualité entre 50 000 et 63 000 personnes; d'autre part que la Gestapo, pour les seules années 37 à 39, traita environ 95 000 dossiers d'homosexuels, dont 25 000 furent ensuite condamnés, et enfin que différentes administrations ou institutions, locales comme centrales, détenaient des fichiers recensant de quelques centaines à plusieurs dizaines de milliers d'homosexuels. Ces chiffres recouvrent pour partie les mêmes personnes, mais on peut toutefois affirmer qu'au minimum une centaine de milliers d'homosexuels furent à un moment ou à un autre identifiés comme tels par l'appareil répressif nazi. En regard de ce chiffre, celui de 5000 à 15000 déportés montre à l'évidence, tout comme d'ailleurs la multiplicité des fichiers mais l'absence de fichage systématique au niveau central, que les nazis ne s'engagèrent pas, à l'encontre des homosexuels, dans la voie de l'extermination systématique. Contrairement à l'appartenance religieuse ou ethnique pour les juifs et les tziganes, l'orientation sexuelle à elle seule, c'est à dire indépendamment des actes de la personne, ne signifiait pas automatiquement la mort, et le rôle des camps s'inscrivait dans un répertoire de sanctions graduées, procédant ainsi davantage d'une logique de contrôle social – incluant le cas échéant l'anéantissement physique – que d'une logique d'épuration raciale – exigeant systématiquement l'anéantissement physique.

- Troisièmement, toujours dans cette logique, il faut noter que les homosexuels déportés ne furent pas, de façon expresse, envoyés dans les "camps d'extermination" (les camps classés III dans la classification nazie du 2 janvier 1941). Classés originellement parmi les droits communs, ils furent répartis, de façon assez indéterminée, dans les trois niveaux de camps, mais majoritairement dans les camps situés sur le territoire du Reich, qui n'étaient pas des camps d'extermination. En ce sens, à la différence des Juifs et des Tziganes, la déportation des homosexuels ne conduisait pas aux chambres à gaz.

- Quatrièmement, enfin, la politique anti-homosexuelle nazie ne visa jamais à traquer tous les homosexuels d'Europe. Elle concerna par principe les homosexuels allemands ou considérés comme allemands dans les territoires annexés ou rattachés au Reich – tels entre autres les autrichiens, les alsaciens et certains lorrains[7]. L'homosexualité, pour les mêmes raisons qui justifiait aux yeux des nazis qu'elle fut combattue dans les populations allemandes, n'avait pas à l'être au sein de populations non-allemandes, dont elle ne pouvait que contribuer à précipiter le déclin.[8] Les homosexuels non-allemands ne furent expressément visés par la répression nazie qu'en cas de relations impliquant un ou des partenaires allemands.[9]

Que l'on ne puisse, donc, parler de "solution finale" ou de "génocide" à l'égard des homosexuels ne minimise en rien l'horreur du crime commis à leur encontre. Il s'agissait bien, là aussi, d'un "crime contre l'humanité", commis là aussi au nom de la défense de la race (dans l'imaginaire nazi, les Juifs et les Tziganes menaçaient la race aryenne de corruption, les homosexuels la menaçaient d'extinction), et commis là encore dans un luxe inouï de barbarie. D'après les rares témoignages qui sont aujourd'hui accessibles, il semblerait que les homosexuels connurent dans les camps des humiliations et des exactions, de la part des nazis et des kapos, voire de certains autres déportés, parfois bien supérieures à celles des autres déportés : viols, coups, exclusions, défiance généralisée, expérimentations médicales (notamment la monstrueuse et particulièrement létale castration par rayons X, ou encore les traitements aux hormones) ; et il semblerait ainsi que bien peu d'entre eux purent sortir vivant des camps[10]. Même si le crime commis à l'encontre des homosexuels fut quantitativement et systématiquement "moindre" que celui commis à l'encontre des juifs et des tziganes (car, aussi douloureux que cela puisse être, on ne combat pas le négationnisme en refusant les distinctions, même dans l'horreur), on ne saurait donc le considérer comme un "détail de l'histoire", comme ce fut pourtant globalement le cas dans l'historiographie officielle de ces cinquante dernières années. On sait bien d'où vient l'expression de "détail de l'histoire", et on sait tout aussi bien à quel résultat elle mène et sur quelle logique elle repose.

2. Racines et relais d'une dénégation

Pour comprendre l'attitude de dénégation de la déportation homosexuelle, de la simple ignorance jusqu'aux réactions violentes de rejet à l'égard des rares et souvent tardives tentatives de survivants ou d'associations homosexuelles pour revendiquer la reconnaissance de la déportation des triangles roses, il importe en premier lieu de considérer que la criminalisation de l'homosexualité, ou à tout le moins sa pathologisation, a fait l'objet avant comme après le Troisième Reich d'un puissant consensus social. La permanence dans la société allemande, pour ne parler que d'elle, des réflexes de rejet “épidermique”, mais surtout de l'idée d'un péril homosexuel (pour l'État, pour la Nation, pour la jeunesse, pour la morale) qui justifierait sa répression par la puissance publique, a ainsi conféré à la politique de persécution menée par les nazis un caractère quasi anodin. Les homosexuels, déjà criminalisés sur le plan juridique, clandestins socialement ou diffamés publiquement dès qu'ils devenaient visibles, purent être persécutés à la fois discrètement et sans que, de toute manière, cela choque grand monde et soit susceptible de provoquer des résistances dans la population.

Il en va de même après la guerre : dès lors que la répression publique de l'homosexualité faisait toujours consensus, le sort des homosexuels sous le Troisième Reich, quelle que fut par ailleurs la condamnation des méthodes concentrationnaires, se dilua dans celui des détenus de droit commun. Le fait que les nazis s'en fussent pris aux homosexuels en tant que tels n'avait en quelque sorte rien de national-socialiste en soi, sinon par la violence des méthodes employées, et paraissait comme pleinement justifié et non spécifique sur le fond. La doctrine nazie en matière d'homosexualité, si elle sut intégrer et exploiter l'argumentaire et les réflexes homophobes traditionnels, ne se réduisit pourtant ni dans son discours, ni dans ses pratiques, à un simple héritage. Sans déboucher sur une “solution finale”, le national-socialisme n'en formula pas moins une véritable “question homosexuelle” qui représentait non une préoccupation marginale, mais bien un enjeu majeur, obsessionnellement développé dans le discours, de la mise en oeuvre du contrôle sexuel sur lequel reposait le projet de régénération de la communauté raciale. C'est pourtant ici sur les continuités qu'il faut insister : le passage de la condamnation de l'homosexualité du domaine de la morale publique à celui de l'hygiène raciale fut aisé. Un examen succinct des dispositions juridiques anti-homosexuelles et du discours homophobe dominant dans l'Allemagne d'avant 1933, puis de l'apport proprement national-socialiste, enfin de son héritage dans les deux États allemands après 1945, met en lumière quels principaux mécanismes d'exclusion contribuèrent à effacer le crime après avoir contribué à le permettre.

2.1. 1871-1935 : le § 175, première version

Si la répression de l'homosexualité, à l'origine de nature avant tout religieuse, est repérable depuis le Moyen-âge,[11] sa codification juridique moderne remonte, pour l'Allemagne, à l'instauration d'un code pénal unifié lors de la création de l'Empire en 1871. Principal instrument et symbole pendant plus d'un siècle d'une criminalisation des relations homosexuelles masculines entre adultes consentants, le §175 du nouveau code prévoyait, jusqu'à ce qu'il soit reformulé dans un sens plus répressif par les nazis en 1935, que “la débauche contre-nature, telle que pratiquée entre des personnes de sexe masculin, ou entre des personnes de sexe masculin ou féminin et des animaux, est passible d'emprisonnement. La dégradation civique peut également être prononcée.”

Au cours de l'élaboration de ce nouveau code, la pertinence d'une appréhension pénale de l'homosexualité fit débat. Alors que certains Länder disposaient déjà d'une législation de ce type et souhaitaient la voir étendue, un autre courant, ouvert à l'émergence d'un discours médical et psychiatrique sur la question, tenta de plaider, en vain, la compétence du médecin contre celle du juge. Le parti de la criminalisation, qui comprenait notamment le royaume de Prusse, fit prévaloir un argument politique promis à une très longue carrière : “même dans l'hypothèse où la suppression de cette disposition pénale pourrait être légitimée du point de vue de la médecine (…), la conscience que le peuple a du Droit ne condamne pas ces actes comme un simple vice, mais comme un crime (…) ; le législateur ferait une erreur blâmable de soustraire de la loi pénale la condamnation des personnes qui pêchent d'une telle manière contre la loi naturelle.[12] Ce type de recours aux sentiments, à la conviction profonde ou à l'instinct d'une opinion publique majoritaire ou supposée telle, érigé à l'occasion en principe supérieur aux lois ou à la raison scientifique, est une constante dans les discours répressifs tout au long du XXè siècle, de l'extrême droite au mouvement ouvrier révolutionnaire. Là où la justice nazie se réclamait en dernière instance, par delà les lois, du gesundes Volksempfinden, sorte de saine conscience instinctive que le peuple a de toute chose, le pouvoir communiste en RDA, quant à lui, justifiait dans les années 50 le maintien de l'héritage juridique de 1871 et d'une partie de l'héritage nazi de 1935 en invoquant le risque d'une Verletzung des Sittlichkeitsgefühls der Werktätigen – le risque de “blesser” le “sentiment moral des classes laborieuses”.

Avant 1933, toutefois, la jurisprudence restreignait l'application § 175 aux seules pratiques sexuelles “analogues au coït”, dont il était difficile d'apporter la preuve si elles avaient lieu en privé et sur la base d'un consentement mutuel. Sans être négligeable, le nombre des condamnations se limitait à quelques centaines par an. L'effet le plus ravageur du § 175 était d'exposer en permanence les homosexuels, réduits à la clandestinité, aux tentatives de chantage de la part de partenaires peu scrupuleux.[13] Dans le domaine public, le § 175 devint une arme très efficace en politique pour diffamer et neutraliser l'adversaire par la menace d'un procès. Les “scandales homosexuels” défrayèrent régulièrement la chronique, de l'affaire Krupp[14]. à l'affaire Röhm, exploitant et entretenant les préjugés homophobes de l'époque.

Dans le même temps, et surtout à partir de l'instauration de la république, une importante subculture homosexuelle se développa dans les grandes villes et un mouvement anti-discrimination s'organisa avec pour premier objectif l'abrogation du § 175. L'impact et la visibilité de cet engagement furent suffisamment importants pour amener les partis politiques influents à se positionner. En 1929-1930, la commission parlementaire chargée d'élaborer une refonte du code pénal se pencha sur le § 175 et en proposa, sur l'impulsion en particulier des communistes, relayés par des sociaux-démocrates et une partie du centre et des libéraux, la suppression pure et simple. La réforme n'eut pas le temps d'aboutir, mais le débat qu'elle avait suscité fut l'occasion pour le NSDAP d'annoncer ses positions ultra-répressives en la matière : “(…) quiconque songe à des amours entre deux hommes ou deux femmes est notre ennemi. Nous refusons tout ce qui émascule notre peuple et en fait le jouet de ses ennemis, car nous savons que la vie est une lutte, et que c'est folie de penser que les hommes soient un jour tous frères. Le droit est celui du plus fort. Et le plus fort s'imposera toujours au plus faible. Nous sommes aujourd'hui les plus faibles, mais faisons que nous redevenions les plus forts! Nous n'y parviendrons que par la discipline des moeurs. Nous rejetons donc toute débauche, avant tout les amours entre hommes, car elle nous déroberait notre dernière chance de jamais libérer notre peuple des chaînes de l'esclavage qui l'accable.” [15] De même, un article paru en 1930 dans le Völkischer Beobachter, organe du NSDAP, en réaction à la proposition d'abrogation du § 175 évoquée précédemment, fait figure de programme : “(…) mais ne croyez pas que nous, allemands, laisserons de telles lois un seul jour en vigueur quand nous auront accédé au pouvoir... Sans tarder, nous qualifierons juridiquement toutes ces pulsions malignes qui, nées d'âmes enjuivées, contredisent le dessein divin de la Création par des relations physique avec des animaux, des partenaires incestueux ou du même sexe. Nous les qualifierons pour ce qu'elles sont, c'est-à-dire de répugnantes aberrations dignes des Syriens, des crimes de la plus grave espèce, que l'on doit appréhender par la corde ou le bannissement”.[16]

L'engagement des communistes et des sociaux-démocrates contre le § 175 fut de courte durée.[17] Rapidement, face à la montée en puissance du NSDAP, puis ensuite dans l'exil, les communistes comme les sociaux-démocrates n'hésitèrent pas à sacrifier leurs positions libérales au profit d'une propagande violemment homophobe jugée plus populaire. La figure de Röhm fournissait une cible idéale que la presse de gauche, notamment social-démocrate, attaqua sans discontinuer de 1931 à 1933, reprenant à son compte l'argumentaire anti-homosexuel des nazis eux-mêmes pour dénoncer la duplicité du NSDAP. Le discours antifasciste, particulièrement dans l'exil, continua de façonner une véritable légende du nazi homosexuel et de l'homosexuel nazi[18], sur laquelle nous aurons l'occasion de revenir, et qui rendit peu audible dans l'après-guerre la voix des quelques rares antifascistes qui tentèrent de renouer avec la tradition émancipatrice qui avait prévalu un temps sous Weimar.

2.2 La version national-socialiste du § 175

Les nazis entreprirent dès 1933 – et non après la “nuit des longs couteaux”, comme il a pu souvent être dit – leur travail de terreur à l'égard des homosexuels, fermant les bars, interdisant toute organisation, orchestrant de massives campagnes de propagande anti-homosexuelle, et surtout multipliant les razzias de police et les exactions physiques dans les lieux de rencontre. Sur un plan juridique, la mainmise des nazis sur la justice permit une application zélée d'abord du § 175 existant, puis d'une nouvelle version à compter de 1935.

La nouvelle législation stipulait désormais :

§ 175

(1) Un homme qui se livre ou se prête à des actes de débauche contre-nature avec un autre homme est passible d'une peine d'emprisonnement.

(2) Envers l'un des prévenus, dans le cas où celui-ci est âgé de moins de 21 ans au moment des faits, et à condition que les faits qui lui sont reprochés soient de nature particulièrement bénigne, le tribunal peut renoncer à prononcer une peine.

§ 175 a

Est passible d'une peine de réclusion pouvant aller jusqu'à 10 ans, ou d'une peine de détention d'un minimum de 3 ans en cas de circonstances atténuantes :

(1) Un homme qui contraint un autre homme à se prêter ou à se livrer à des actes de débauche contre-nature par la violence ou en exerçant une menace effectivement susceptible de porter atteinte à l'intégrité physique ou à la vie de ce dernier.

(2) Un homme qui convainc un autre homme de se prêter ou de se livrer à des actes de débauche contre-nature en abusant des liens d'autorité, de dépendance contractuelle ou de supériorité hiérarchique qui l'unissent à ce dernier.

(3) Un homme âgé de plus de 21 ans qui détourne une personne de sexe masculin de moins de 21 ans en tant qu'il se livre ou se prête avec cette personne à des actes de débauche contre-nature.

(4) Un homme qui se livre ou se prête à des fins vénales à des actes de débauche contre-nature, ou qui racole à cette fin.

Ce nouveau texte, combiné à une réinterprétation en particulier de la notion de “débauche”, durcissait considérablement la pratique judiciaire. Nous retiendrons ici deux conséquences majeures de cette évolution :

- En premier lieu, l'élargissement du champ des actes réprimés par la loi : il n'était plus besoin de prouver l'accomplissement d'”actes analogues au coït”, ni qu'il y ait “accomplissement” (éjaculation). Devenaient ainsi répréhensible tout acte à caractère sexuel (masturbation réciproque ou non, toutes formes d'attouchements, baisers, caresses, etc.), y compris ce qu'on pourrait désigner comme des comportements d'approche : propositions, paroles, gestes ou regards considérés comme équivoques. En outre, le § 175 simple s'appliquait désormais aux mineurs de moins de 21 ans, le tribunal pouvant toutefois renoncer à prononcer une peine.

- En second lieu, parmi les qualifications aggravantes introduites par le § 175a, on notera celle prévue à l'alinéa 3 : contrairement aux deux premières, qui protégeaient une victime non-consentante, celle ci punissait très lourdement des relations entre partenaires consentants. Cette disposition n'épargnait d'ailleurs pas des poursuites au partenaire de moins de 21 ans, qui tombait sous le coup du § 175 simple. Pour le partenaire majeur, outre la peine de réclusion, un casier judiciaire comportant une condamnation au titre du § 175a augmentait fortement la probabilité d'une “détention préventive” ultérieure en camp de concentration.

2.3 Le maintien du § 175 de 1935 dans l'après-guerre

Après 1945, les homosexuels allemands n'encouraient plus le péril mortel des camps, mais n'en demeurèrent pas moins considérés comme des criminels par la loi autant que par la masse de la population. A l'Ouest comme à l'Est, l'homosexualité demeura un délit, en sorte que les triangles roses survivant ne purent faire valoir leur droit à être reconnus comme anciens déportés et victimes du national-socialisme.

La RDA abrogea en 1950 le § 175 simple de 1935, mais au profit d'un retour à sa formulation antérieure de 1871, et décida de maintenir le § 175a introduit par les nazis. L'application de cette législation anti-homosexuelle semble toutefois avoir été assez limitée. L'homosexualité fut, en RDA, moins activement réprimée, sauf à être ostensiblement affichée, que totalement passée sous silence. Mais la menace de la loi, le contrôle exercé par le parti et l'État sur tout média d'expression publique ainsi que sur toute forme d'organisation, enfin la muette injonction au silence qu'intimait aux homosexuels la pesante morale sexuelle socialiste des années 50, furent autant d'éléments qui dissuadèrent les anciens triangles roses de témoigner, serait-ce même en privé, et qui en tout cas les privèrent des moyens de le faire publiquement. Une réforme du § 175 intervint en 1968 et dépénalisa l'homosexualité entre adultes consentants, tout en maintenant une discrimination entre homosexuels et hétérosexuels en matière de majorité sexuelle. Ce ne fut qu'à la fin des années 70 et surtout dans les dernières années de la RDA que purent émerger timidement quelques groupes homosexuels, pour certains “abrités” par l'Église évangélique. Un certain engagement du pouvoir dans la deuxième moitié des années 80 en faveur d'une meilleure “intégration des homosexuels dans la société socialiste” se traduisit finalement par la suppression en 1988 des derniers vestiges du § 175, faisant disparaître toute forme de distinction homo/hétérosexuel du droit de la RDA. L'amorce d'un mouvement homosexuel toléré par le régime, cas au demeurant unique dans les pays de l'Est, permit à quelques groupes d'entreprendre, à une échelle très modeste, de constituer des fonds d'archives, de recueillir des témoignages et d'interroger l'histoire locale de leur communauté.

En RFA, si le système politique et économique permit en particulier à des groupes ou encore à une presse homosexuelle d'exister discrètement dès après la guerre, la situation juridique fut encore pire qu'en RDA, puisque la RFA, en dépit d'un avis défavorable des puissances occupantes, reprit sans modification dans son code pénal et maintint jusqu'en 1969 la version national-socialiste du § 175. Le paragraphe ne resta pas inutilisé dans une Allemagne s'employant, sous la houlette de sa majorité chrétienne-démocrate, de commuer les séquelles du passé nazi en respectabilité conservatrice. Des procès pour homosexualité eurent lieu dans les années cinquante au cours desquels des rescapés triangles roses furent condamnés à la prison sur la base de la même loi qui les avaient précédemment conduit dans les camps, et parfois par les mêmes juges. Les différents recours en cassation ou jusque devant la cour constitutionnelle déposés par les prévenus ou par des associations, furent systématiquement rejetés. Dans un arrêt de 1957, la cour constitutionnelle statua sur le caractère “non-typiquement national-socialiste” du paragraphe instauré en 1935, et reprit pour en justifier la maintien une série de thèses développées à l'époque par les juristes nazis.[19] Plusieurs tentatives de réforme législative, portées par l'opposition social-démocrate et par les libéraux, échouèrent de la même façon devant la très ferme volonté des gouvernements Adenauer puis Erhard de maintenir le paragraphe[20]. Ce n'est que grâce à l'éviction des chrétiens démocrates qu'une réforme en deux temps put avoir lieu en 1969 et 1973, comparable à celle de 1968 en RDA, et ce n'est qu'en 1994, après la réunification et à l'instar de la réforme de 1988 en RDA, que disparurent les dernières dispositions discriminatoires relatives à la majorité sexuelle.

3. Hypothèses sur les raisons d'une dénégation

On ne saurait comprendre la logique et l'accroissement des thèses négationnistes d'aujourd'hui sans la lier, d'une façon ou d'une autre, à certaines formes d'antisémitisme et au renouveau spectaculaire des groupes d'extrême-droite ces quinze dernières années. De la même façon, on ne saurait comprendre la dénégation qui effaça pendant près de cinquante ans de la mémoire historique et collective le crime que les nazis commirent à l'égard des homosexuels sans la lier à une homophobie globale et persistante, malgré la guerre, dans la plupart des pays occidentaux. Mais c'est sans doute là où la question de cette dénégation croise de la façon la plus intriguante la question du négationnisme actuel : une telle dénégation n'eut pas besoin de la remontée récente des groupes d'extrême-droite pour s'imposer, comme "naturellement", dès l'immédiat après-guerre. Autrement dit, la dénégation de crimes contre l'humanité, et c'est sans doute là sa dimension la plus pernicieuse, n'eut même pas besoin d'une extrême-droite forte pour exister. Ce qui donne alors à penser : le principal danger des négationnistes n'est sans doute pas tant qu'ils parviennent à leurs fins explicites, mais qu'ils rendent possibles, au-delà même des succès ou des échecs de la logique politique qui sous-tend leur projet, une nouvelle forme de dénégation de la Shoah, comparable, à un certain niveau, à celle que subit la mémoire des homosexuels. Et c'est aussi en cela que la mémoire de la Shoah a nécessairement partie liée avec celle de la déportation des homosexuels.

Qu'il soit évident que la dénégation de ce crime provienne en grande partie d'une homophobie perdurante n'implique pas que l'homophobie l'explique entièrement. Deux faits objectifs permettent en effet, à un premier niveau, de l'expliquer. D'abord, l'ampleur des crimes commis : il est assez logique que dans l'effarement qui saisit, au moins le grand public, à la libération des camps, une sorte de perception globale du fait concentrationnaire éclipsa le sort spécifique des différentes catégories de déportés, à plus forte raison celui de catégories comme les tziganes et les homosexuels, marginales à la fois sur le plan numérique et social, aussi bien dans qu'à l'extérieur des camps. Pour des raisons autrement complexes et d'ailleurs variables selon les pays, la prise de conscience de la spécificité de la Shoah fut elle-même tardive, mais peut-être d'autant plus écrasante qu'elle avait la violence d'un retour du refoulé. La “découverte” de l'ampleur du crime commis contre les juifs tendit sans doute, là encore, à éclipser la perception de crimes moins “massifs” – mais n'explique pas pour autant que cette éclipse dure encore aujourd'hui. Ensuite et surtout, il est un second fait, celui là propre à la perception du sort des homosexuels, qui tient à l'ambiguïté qui régna longtemps et qui règne encore autour de la question des relations entre nazisme, camps et homosexualité. Il y a là en fait deux problèmes. Le premier, déjà évoqué, est celui qui touche à une certaine image homosexuelle qui colla aux nazis avant leur accession au pouvoir, et plus essentiellement encore après la guerre. Avant, elle était essentiellement due à la fois à la critique de la morale "bourgeoise et bigote" à laquelle avait pu se livrer Hitler dans Mein Kampf, et aux scandales, largement exploités par la presse de gauche, liés à l'homosexualité quasi-déclarée de Röhm. Même si, dès juin 1934, la "nuit des longs couteaux" y mit bon ordre, si l'on peut dire, les milieux antifascistes continuèrent de cultiver cette image au point que l'équation “nazi = homosexuel” devienne un lieu commun bien ancré à la libération et perceptible jusqu'à aujourd'hui. On se souvient des Damnés de Visconti, même si on oublie, généralement et dans le même temps, le sort réservé à la fin du film au héros Martin, jeune nazi homosexuel, et la subtilité avec laquelle Visconti traite de cet engagement nazi. Il n'y a en fait pas grand chose à dire là-dessus, si ce n'est qu'effectivement, oui, il y eut des nazis homosexuels, mais que la façon dont ils purent gérer psychologiquement et matériellement l'homophobie déclarée et virulente du NSDAP n'a aucune importance ici : certains d'entre eux furent exécutés, d'autres non, mais dans tous les cas ce ne furent pas eux les triangles roses. Au moins dès 1934, et ce n'est globalement là qu'une clause de style, il était impossible de se déclarer à la fois nazi et homosexuel.

Le second problème est autrement complexe et délicat car il tient à la fois aux nombreux traumatismes que connurent dans les camps les déportés hétérosexuels, à la suite de viols et d'autres sévices sexuels, et à la rancoeur qu'ils purent parfois conserver contre tous les déportés qui se prostituèrent auprès des Kapos ou des SS pour sauvegarder quelques chances de survie. Mais, premièrement, rien ne dit que ces déportés qui se prostituèrent "homosexuellement" étaient davantage des triangles roses que d'autres types de déportés ; secondement, ces différentes formes de sévices ne furent en rien commises par ces mêmes triangles roses, qui étaient en position de parias parmi les parias dans tous les camps où ils furent déportés ; troisièmement, enfin, il serait odieux d'imaginer que, parce qu'homosexuels, les triangles roses aient pu moins souffrir que les autres déportés des viols et des sévices sexuels qui furent commis à leur encontre[21]. Autrement dit, ici encore, même si ces deux "paramètres objectifs" permettent d'expliquer une certaine éclipse de la déportation des homosexuels dans l'immédiat après-guerre, ils ne permettent en rien de comprendre comment une telle éclipse a pu durer pendant près de cinquante ans.

Il faut donc revenir aux mécanismes de l'homophobie "traditionnelle" pour comprendre comment une telle dénégation a pu se maintenir à ce point et pendant si longtemps. L'histoire de l'homophobie, ici, n'est pas comparable avec celle de l'antisémitisme, au sens où elle n'a pas atteint la violence de l'antisémitisme nazi qui conduisit à la solution finale, mais aussi au sens où, à la fois logiquement et paradoxalement du même coup, elle ne fut jamais levée et continua à être socialement acceptable; moins revendiquée par les nazis —bien que là encore, les discours et les menaces de mort abondent—, elle n'en fut que moins condamnée par la suite. Jusqu'à permettre à l'ancien résistant et à l'ancien collabo de qualifier d'un même élan l'homosexualité —jusque dans la France des années 1960 et 1970!— de "fléau social", expression douloureusement analogue à celle communément utilisée par les nazis de Volksseuche. De ce fait, les homosexuels eurent bien du mal, pour user d'un euphémisme, à se faire reconnaître comme victimes du nazisme, même parmi les anciens déportés. Et le fait est sans doute ici essentiel : on ne lutte pas contre une entreprise de négation ou de dénégation, ou au moins on lutte mal, tant que l'on ne trouve pas d'alliés venant du dehors mais capables de défendre la vérité et la justice à rendre aux victimes, quelles qu'elles soient.

Certes aujourd'hui, et malheureusement mais aussi inévitablement, la mémoire de la Shoah est politiquement défendue grâce au travail que mènent sans relâche les associations et institutions de la communauté juive; tout comme la mémoire des triangles roses est essentiellement défendue par les associations homosexuelles. Mais si les uns se battent contre une négation et les autres contre une dénégation, cela ne peut seulement être imputé à la seule différence de l'ampleur du crime que ces deux communautés ont connu ; on doit aussi admettre que la mémoire de la Shoah fut relayée par nombre de non-juifs libéraux et humanistes, ce qui ne fut pas le cas pour les homosexuels. On parla à Nuremberg du crime contre l'humanité commis à l'encontre des Juifs, non de celui commis à l'encontre des homosexuels. Car, à la rigueur, on aurait continuellement envie de rappeler que ces crimes commis à l'encontre des juifs et des homosexuels furent le fait de non-juifs et d'hétérosexuels et que c'est donc là leur problème et que c'est à eux de le porter. Mais c'est aussi là une pensée de belle âme — il va de soi que c'est d'abord aux juifs et aux homosexuels d'entretenir leur propre mémoire, ne serait-ce que parce qu'ils doivent être (au sens propre) les premiers intéressés à leur auto-conservation en cas de réveil de la "bête immonde". Le problème est alors que pour les homosexuels, cette lutte pour le respect de la mémoire des crimes nazis à leur encontre ne trouva presque aucun écho en-dehors de leur propre communauté, et finalement assez peu au sein même de cette dernière. Or, on ne lutte pas contre la force d'une dénégation avec le seul sentiment de l'injustice subie à son encontre (ou à celle de ses frères — et peu importe ici qu'il s'agisse d'une fraternité de lignage, de religion, de peuple ou de sexe, tant tout sentiment de fraternité s'ancre d'abord dans une subjectivité commune fantasmée). Autrement dit, si la dénégation de l'histoire de la déportation des homosexuels a quelque chose à apprendre à la lutte contre le négationnisme, c'est d'abord ceci : il est essentiel que participent à une telle lutte ceux qui auraient le moins de raisons d'être concernés, les non-juifs, les hétérosexuels. Car eux seuls ont les moyens de faire comprendre qu'il ne s'agit là ni de "shoah-business", ni de "pédé-business", comme le laisserait entendre le discours dominant, auquel participent même certaines associations d'anciens déportés, mais bien de mémoire et de justice. D'où la nécessité d'une histoire positive qui ne considère pas les soit-disants "révisionnistes" comme d'effectifs révisionnistes, c'est-à-dire comme des membres à part entière, comme une simple tendance de plus, de la science historique, mais comme des "négationnistes", c'est-à-dire comme des négateurs de l'idée même d'histoire. D'où, en bref, la nécessité d'une science, fondamentalement neutre, au moins en droit, qui puisse dire le passé, indépendamment de ses propres intérêts subjectifs.

De ce point de vue, il faut donc bien comprendre que l'homophobie latente de la société française (ou allemande) n'explique pas plus, en elle-même, la dénégation de la déportation des homosexuels, que l'antisémitisme n'explique le développement de la pensée négationniste depuis vingt ans. De l'homophobie comme de l'antisémitisme, il y en a toujours eu, et il y en aura toujours ; c'est là le lot de toutes les positions minoritaires, et il n'y a pas en soi à s'en plaindre et à s'en offusquer outre mesure, puisque c'est un fait, presque un principe ethnographique. En revanche le vrai problème est : pourquoi, à un moment donné ou sur une période donnée, les antisémites ou les homophobes commencent à considérer leur discours comme légitime et à prétendre le revendiquer sur la place publique ? Et on peut alors avancer cet élément de réponse : tout est encore question de rapport de forces, ou plus précisément de relais et d'alliances. On ne combattra pas les négationnistes ou les "dénégationnistes" en les traitant simplement d'antisémites ou d'homophobes, car la réponse ne passe pas par eux : en eux-mêmes ils n'importent pas et le but n'est pas de les convaincre eux. La réponse passe par tous ceux qui ne sont ni spécialement antisémites, ni spécialement homophobes, mais qui sont capables d'être convaincus et de travailler pour que justice soit rendue – et les historiens sont ici concernés en tout premier lieu. Que ceux-là servent effectivement de relais et d'alliés —de la recherche fondamentale aux manuels scolaires—, et il s'agit de lutter, on aimerait dire "simplement", contre une négation ; mais qu'ils se dérobent, comme cela a été le cas face à la déportation des homosexuels, et c'est alors contre toute une indéracinable dénégation qu'il faut se battre, trop souvent en vain. Dans cette mesure, la lutte contre le négationnisme n'a qu'un sens : non plus lutter pour la disparition des négationnistes (doux voeu pieux) mais lutter pour qu'ils ne parviennent pas à leur fin, c'est-à-dire lutter pour ne pas avoir à lutter contre bien pire, contre une dénégation. A coup sûr, sur ce point, la (non)-histoire des triangles roses a beaucoup à apprendre aux défenseurs de l'histoire des étoiles jaunes.

4. Les conséquences désastreuses d'une telle dénégation

Lutter contre une dénégation apparaît ainsi proche de la quadrature du cercle : seule cette histoire positive des crimes nazis commis envers les homosexuels apporterait la véritable légitimité qu'on leur dénie dès qu'ils en revendiquent la reconnaissance ; à l'inverse, comme on l'a vu, l'absence de cette reconnaissance est fondamentalement ce qui a permis de différer où d'esquiver depuis cinquante ans la mise en chantier de cette histoire. Faute de ces indispensables alliés en dehors de la communauté homosexuelle, faute de cette objectivation par l'histoire du seul souvenir[22], la déportation des homosexuels est demeurée hors du champ de l'histoire pour ne plus devenir qu'une simple référence interne à la communauté homosexuelle, s'y établissant peu à peu non comme un objet de connaissance et de mémoire, mais comme un emblème de reconnaissance. De la déportation des homosexuels ne subsiste guère que l'omniprésent triangle rose dans l'iconographie gaie, évocation confuse d'un passé méconnu aux fins de s'assurer d'une identité présente. On n'imagine pas que la communauté juive se visibilise en toutes occasions en portant l'étoile jaune : l'étoile de David, symbole traditionnel et religieux, peut s'afficher ou se porter sous toutes ses formes - sauf celle-là. C'était en 1940, tel le roi du Danemark, qu'il fallait la porter sous cette forme, non aujourd'hui. L'étoile jaune a gardé toute sa charge historique et émotionnelle, elle fonctionne comme le symbole le plus lourd et le plus violent de la Shoah, celui qu'on ne peut justement utiliser que pour répondre à la plus grande violence qui puisse être faite aujourd'hui aux morts d'alors : pour protester après la profanation du cimetière de Carpentras, ou de tel mémorial sur le site d'un ancien camp. Les homosexuels peuvent en revanche porter un triangle rose chaque jour en pleine rue, sur un T-shirt ou en pin's au revers de la veste, sans que cela ne fasse scandale pour personne, sauf celui de s'afficher publiquement homosexuel. Mais pour nul passant ce triangle n'opérera spontanément comme un intolérable rappel des crimes nazis à l'égard des homosexuels, que ce passant a au demeurant toute chance d'ignorer complètement. Pour l'homosexuel qui le porte, ce triangle n'exprime pas non plus primairement la douleur du souvenir des homosexuels assassinés il y a cinquante ou soixante ans, ce triangle ne véhicule pas d'abord l'image de la boue et du sang des camps de la mort. Sa signification est médiate, le symbole d'alors ne dit pas “n'oublions jamais” ce qui s'est produit entre 1933 et 1945, mais bien que ce qui s'est produit alors a été si bien ignoré, que depuis tout se passe comme si rien ne s'était passé. Le triangle rose, invention des nazis pour marquer de manière infamante leurs victimes, n'est pas là pour témoigner du passé, mais du présent.

Quand Act Up New York, en 1987, prend pour emblème le triangle rose, retourné pointe en haut pour symboliquement signifier que les homosexuels, décimés par l'épidémie de sida dans l'indifférence générale, reprennent comme une arme qu'on retourne le marquage infamant, et explicite ce rapport par le slogan “le sida est notre holocauste”, il est évident que l'enjeu n'est pas la mémoire des homosexuels exterminés par les nazis, mais une toute autre hécatombe. S'indigner d'une telle analogie et accuser ces activistes d'amalgame et d'insulte envers la mémoire des victimes du génocide, c'est sans doute, quelles que soient toutes les raisons légitimes qu'on peut avoir de souligner les dangers de l'analogie en histoire et en politique, et de son instrumentalisation, vouloir une fois de plus ne pas entendre ; c'est prendre prétexte de ce que l'analogie a effectivement d'historiquement scandaleux pour ne pas voir le vrai scandale historique qu'elle soulève. Plutôt que de s'indigner d'un tel usage de l'histoire, mieux vaut en effet se demander pourquoi et comment la communauté homosexuelle, en 1987, a pu en être réduite à cet usage. A cet égard, sans entrer dans l'examen détaillé du discours des activistes gais d'Act Up, au moins deux remarques s'imposent pour notre propos. La première est que dans le slogan “le sida est notre holocauste”, il y a l'idée non pas tant que le sida répéterait le crime nazi, mais qu'une hécatombe évitable de dizaine de milliers d'homosexuels ne saurait cette fois-ci pouvoir passer inaperçue jusqu'à être ensuite effacée des mémoires. Face à une hécatombe causée par une épidémie que les pouvoirs publics, relayés par toute une société, se gardaient à l'époque de tenter d'enrayer parce qu'elle ne touchait que des homosexuels et autres minorités d'exclus, l'enjeu de la visibilité provocante des malades était de faire que personne ne puisse faire comme s'il ne savait pas, ne puisse se reposer sur un “je n'ai rien su, je n'ai rien vu” justifiant toutes les complicités et lâchetés sans lesquelles, en d'autre temps, les nazis n'auraient pu arriver à leurs fins. Car la communauté homosexuelle, face au sida, s'est retrouvée seule, et c'est là la seconde remarque : la connaissance et la dénonciation du génocide juif n'ont pas fait disparaître l'antisémitisme, mais il y a, pour la communauté juive d'aujourd'hui, un avant et un après Auschwitz quant aux moyens de se défendre contre les nouvelles attaques qu'elle peut subir. L'homophobie a pu, elle, garder la tête haute en dépit du crime commis sous le Troisième Reich. Nulle leçon n'a été tirée de cette histoire-là, nuls alliés ne se lèvent pour défendre la communauté homosexuelle quand, au profit d'un virus, l'homophobie tue en masse en laissant mourir dans l'indifférence, voire en saluant l'aubaine. Il ne fait guère de doute que si l'histoire de la persécution homosexuelle par les nazis avait depuis cinquante ans été perçue dans l'opinion publique et étudiée par les historiens comme un crime contre l'humanité, la communauté homosexuelle n'en serait pas aujourd'hui à faire cet usage d'une histoire des camps dont elle a été exclue. Il ne fait guère de doute non plus que l'homophobie n'aurait pas le même visage ni la même puissance, et qu'une autre histoire, celle du sida, aurait pris un cours différent.

On voit donc bien de quelle façon la lutte contre une telle dénégation, quand elle est menée par ceux-là mêmes qui sont les premiers à en pâtir, finit inévitablement par se mordre la queue, si l'on peut dire. Il n'y a pas de droit à la confusion si l'on veut lutter contre toute forme de dénégation ou de négation, et pourtant les homosexuels d'aujourd'hui se sont trouvés réduits à toutes les confusions s'ils ne voulaient pas mourir dans l'indifférence (Act Up-Paris n'exigeait-il pas encore en 1994, désespérément et contre toute vraisemblance historique, un "Nuremberg du sida" ?[23]). Il n'y a pas non plus d'histoire militante ou partisane, et pourtant les homosexuels se trouvent réduits à s'improviser historiens en écrivant des articles ou des livres sur la question, textes dont on est parfois en droit de se demander s'ils servent davantage "la cause" qu'ils ne la desservent[24]. Mais ce cercle infernal, qui conduit la lutte contre la dénégation à ne faire que nourrir ce contre quoi elle se bat, a au moins la vertu de nous rappeler à deux évidences de la lutte contre le négationnisme : d'abord que la lutte contre toute Verneinung, c'est-à-dire négation ou dénégation (c'est le même mot en allemand), ne saurait être efficace qu'en s'ancrant indéfectiblement au roc d'une histoire positive, histoire de tout le monde et non d'une communauté et d'une mémoire particulières ; ensuite que la lutte contre tout négationnisme doit bien commencer dès l'apparition des premiers "assassins de la mémoire", tant attendre, pour se poser seulement la question, que les communautés concernées se retrouvent à nouveau menacées n'est sans doute pas le meilleur moyen pour éviter toutes les dérives et toutes les confusions. Face à l'imminence de la mort, il n'y a plus de temps pour l'élaboration lente et minutieuse de la vérité — on en est alors réduit à ne lutter qu'au niveau des représentations politiques et sociales. Et faut-il alors encore le rappeler ? Il y a vraiment là de quoi pleurer tant une histoire positive, constituée en temps voulu, peut aussi, à sa façon, sauver des vies.

5. Où l'on pourrait rêver qu'il n'y ait rien à conclure et tout à commencer

La dénégation de la déportation des homosexuels est ainsi à la fois très loin et très proche de la négation pure et simple de la Shoah à laquelle se livrent aujourd'hui la plupart des mouvances de l'extrême-droite, et il est sans aucun doute nécessaire de maintenir à la fois cette distance et cette proximité. Elle en est très loin au sens où le projet négationniste est ouvertement odieux et bafoue aussi bien la mémoire des rescapés et de leurs familles que cinquante ans de travail authentiquement historique sur la question ; en ce sens, on ne saurait discuter avec eux : il faut d'emblée récuser leur projet même, en mettant au jour ses soubassements idéologiques et politiques. Au contraire, la dénégation de la déportation des homosexuels fait presque l'objet d'un consensus social ; elle n'obéit pas, en ce sens, à un projet politique précis et on ne saurait, ici, refuser toute discussion sur la question au nom de l'homophobie, tant on sait aujourd'hui encore peu de choses, et tant les réticences à aborder cette dimension de la répression nazie se retrouvent, à des degrés différents, dans tous les camps politiques, de l'extrême-droite à l'extrême-gauche. Toutefois, et dans cette mesure même, la lutte pour la mémoire des triangles roses se retrouve tout autant très proche de la lutte contre le négationnisme proprement dit, puisqu'elle doit faire appel aux mêmes armes — la défense de l'histoire positive et d'une mémoire communautaire aussi vivante que relayée au-delà d'elle-même— et puisqu'elle aboutit à une analyse congruente avec celle des anti-négationnistes : il faut toujours défendre politiquement l'histoire positive et la mémoire vivante, parce que la mémoire n'est jamais donnée, parce qu'on peut toujours l'assassiner, et parce que l'histoire, toute positive soit-elle, n'est pas science pure, elle s'inscrit toujours dans un rapport de forces politiques et morales qui circonscrivent nécessairement son champ et orientent sa recherche.

Dans cette perspective, il semble qu'un front commun de toutes les minorités victimes du nazisme dans la lutte contre le négationnisme pourrait ne pas rester nécessairement un pur voeu pieux ; ce serait aussi là une simple exigence à la fois d'honnêteté et d'efficacité, tant toutes les difficultés auxquelles se confronte séparément chaque minorité pour sauvegarder sa mémoire s'entrecroisent continuellement sur l'arrière-plan politique d'un certain réveil actuel (ou d'une certaine permanence) des nostalgiques du nazisme. Il s'agit pourtant de ne pas simplement se payer de mots. Moins qu'un appel incantatoire à l'union des bonnes volontés anti-négationnistes, c'est dire clairement que la lutte contre le négationnisme ne consiste pas seulement à combattre ses porte-parole affichés d'extrême-droite, mais peut-être à travailler d'abord chacun sur nous-mêmes : c'est écrire toute l'histoire du nazisme et des camps et rompre avec des pratiques d'instrumentalisation communautaire désastreuses, c'est se faire l'allié de communautés qui ne sont pas la nôtre, partager et commémorer la mémoire de morts qui ne sont pas les nôtres. En somme, c'est penser qu'il est peut-être encore possible de cesser de perpétuer paradoxalement la partition haineuse que les nazis surent instaurer entre les catégories de déportés.


[1] A notre connaissance, on ne dispose en France que de deux témoignages de déportés français, celui de Aimé Spitz (paru dans Gai-Pied, mai 1981) et celui de Pierre Seel (paru dans Gai-Pied , 26 mars 1983, et développé dans son autobiographie, Moi Pierre Seel, déporté homosexuel, Calmann-Lévy, 1994), ainsi que du témoignage de Hans Heger, triangle rose autrichien, (Les hommes au triangle rose, Persona, 1981). Aucune étude historique proprement dite n'est accessible en langue française, hormis quelques lignes dans des ouvrages généraux classiques comme, entre autres, L'État SS (Eugen KOGON, coll. Point Histoire). La seule étude spécifiquement consacrée à la déportation homosexuelle est l'ouvrage, à bien des égards calamiteux (cf. note 2), du journaliste Jean BOISSON (Le triangle rose, La déportation des homosexuels (1933-1945), Laffont, 1988). Différents travaux américains et allemands jettent en revanche les bases d'une histoire de la persécution des homosexuels sous le Troisième Reich. Nous en citerons ici les principaux : l'ouvrage de référence demeure incontestablement, quoique déjà ancien, celui de Rüdiger LAUTMANN (ed.), Seminar Gesellschaft und Homosexualität (Suhrkamp, Frankfurt/Main, 1977); Günter GRAU (ed.), Homosexualität in der NS-Zeit – Dokumente einer Diskriminierung und Verfolgung (Fischer Taschenbuch Verlag, Frankfurt/Main, 1993), propose une documentation brute (et brutale) de la persécution des homosexuels entre 1933 et 1945 sous la forme d'une sélection d'une centaine de documents d'archives. On retiendra également le travail de Richard PLANT, The Pink Triangle (H. Holt & Co, New York, 1986), qui a le mérite, en dépit d'une qualité inégale, de proposer une première somme sur la question, ainsi que l'ouvrage de Hans-Georg STÜMKE et Rudi FINKLER, Rosa Winkel, Rosa Listen – Homosexuelle und “Gesundes Volksempfinden” von Auschwitz bis heute (Rowohlt Taschenbuch Verlag, Hamburg, 1981), qui replace la période nazie dans une analyse plus vaste et bien documentée de la discrimination des homosexuels en Allemagne depuis le début du siècle jusqu'au début des années 80. Citons enfin le remarquable travail de thèse de Burkhard JELLONECK, Homosexuelle unter dem Hakenkreuz (F. Schöningh, Paderborn, 1990), qui reconstitue avec beaucoup de précision à travers des études locales la pratique concrète des persécutions dans trois environnements sociaux et culturels différents : en milieu rural, dans un milieu urbain et periurbain de ville moyenne (Würtzburg), dans une grande ville (Düsseldorf).

[2] C'est en particulier le cas de Jean Boisson, Op. cit., pp. 201-205. On ne saurait qu'être effaré par sa méthode pour le moins baroque de calculs, celle-ci ne reposant que sur des faits de discours, comme d'ailleurs l'ensemble de son propos, sans jamais s'interroger sur ce qu'il en advint, effectivement, dans les faits ; pour ne citer qu'un exemple : "Certes, expliquera-t-il alors [Himmler, le 29 février 1940], “les homosexuels sont forts encore de un demi-million d'hommes”, mais, ajoutera-t-il, “nous oublions qu'en 1933, nous avions plus de un million et de demi de membres inscrits dans les associations d'homosexuels”. Plus de un million et demi en 1933… Un demi-million en 1940…". A coup sûr, ce type de mode de calculs ne peut être que pain béni pour tous les négationnistes et dénégationnistes..

[3] Cf. R. Lautmann, op. cit., pp. 332-333. Quelques précisions s'imposent concernant ces chiffres et leur fiabilité : l'étude de Lautmann se fonde sur les archives des différents camps, dont on sait qu'elles sont très inégalement conservées selon les camps et dans le temps. Ces chiffres sont donc le résultat d'une extrapolation à partir de sources lacunaires, la difficulté étant notamment que ces sources font apparaître que la proportion de triangles roses au sein de la population concentrationnaire était susceptible de varier sensiblement dans le temps et d'un camp à l'autre. Il s'agit cependant d'effectifs en tout état de causes très faibles en regard de la population concentrationnaire totale : en dépit de “pointes” temporaires à 5% voire 10% dans certains commandos extérieurs, de faible effectif total, la proportion globale dans chacun des 7 camps étudiés par Lautmann ne dépasse jamais 1% dans la période 33-39, et diminue lorsque par la suite les effectifs concentrationnaires explosent. Rien, en particulier dans les témoignages, ne permet par ailleurs de penser que la proportion d'homosexuels ait été significativement plus élevée dans tel ou tel camp pour lequel on ne dispose pas de statistiques. Si donc les chiffres établis par Lautmann demeurent une simple estimation, allant du simple au triple, l'ordre de grandeur, à défaut de chiffres précis, peut être considéré comme fiable.

[4] On sait que les tribunaux militaires de la Wehrmacht prononcèrent pendant la guerre des verdicts de peine de mort pour des faits d'homosexualité, mais surtout pratiquèrent l'envoi dans des bataillons disciplinaires, dont des études récentes ont mis en évidence la parenté avec le régime concentrationnaire, et auxquels pratiquement aucun homme n'a survécu. Grâce au développement, depuis quelques années seulement, d'une histoire militaire véritablement indépendante et critique, il devrait être envisageable dans un avenir assez proche de préciser les formes et de chiffrer l'ampleur de la répression de l'homosexualité au sein des troupes de la Wehrmacht.

[5] De ce point de vue, il est parfaitement logique que l'on avance en premier lieu, au rang des victimes du nazisme, les juifs et les tziganes, ces derniers ayant d'une part subi une comparable répression systématique et ayant payé, proportionnellement, un tribu presque comparable à la barbarie nazie (autour de 270.000 périrent dans les camps pour une population estimée en 1933 autour de 700.000). Toutefois, la façon dont ils furent traités depuis la fin de la guerre par les différents pays d'Europe contraste considérablement avec cette reconnaissance toute historique du génocide qu'ils ont pu subir. A cet égard, on peut donc considérer que les tziganes occupent une position intermédiaire, dans l'ordre de la dénégation, entre celle des juifs et celle des homosexuels.

[6] On connaît toutefois, par les témoignages, des cas d'homosexuels directement envoyés en camp après leur arrestation par la Gestapo. Dans la grande majorité des cas cependant l'internement en camp intervenait après un parcours pénal “classique”, pour des homosexuels que l'appareil répressif nazi estimait particulièrement dangereux pour la “communauté raciale”. La gravité des motifs du jugement pénal antérieur, le nombre et l'age des partenaires sexuels “débauchés” par le prévenu, les risques présumés de récidive étaient autant d'éléments d'appréciation. Il va sans dire que ces “critères”, non codifiés et essentiellement tributaires de l'imaginaire nazi de l'homosexualité, était dans la pratique très flous et appliqués avec le plus grand arbitraire.

[7] Cf. P. Seel, op. cit. ; H. Heger, op. cit.

[8] Cf. G. Grau, op. cit., pp. 252-275. Une série de documents sur les mesures prises à l'encontre des homosexuels dans les territoires annexés ou occupés fait clairement ressortir cette logique.

[9] Restent, bien sur, les mesures éventuellement prises dans tel ou tel pays à l'initiative de gouvernements de collaboration – ce fut le cas de Vichy, et on peut cependant penser que les allemands n'en avaient cure.

[10] Pour donner une idée de ces exactions, apparemment au moins comparables à ce que subirent les autres déportés, citons seulement deux passages de l'un des deux seuls témoignages que nous possédons d'un déporté homosexuel français (Pierre Seel, op. cit., p.39 et pp. 59-60). Le premier décrit son interrogatoire après son arrestation (et celui d'autres homosexuels), le second l'exécution publique de son ami dans le camp :

"Au début, nous parvînmes à résister à la souffrance. Mais après, ce ne fut plus possible. L'engrenage de violence s'accéléra. Excédés par notre résistance, les SS commencèrent à arracher les ongles de certains d'entre nous. De rage, ils brisèrent les règles sur lesquelles nous étions agenouillés et s'en servirent pour nous violer. Nos intestins furent perforés. Le sang giclait de partout. J'ai encore dans nos oreilles des cris d'atroce douleur.

Quand je rouvris les yeux, j'eus l'impression d'être dans l'arrière-salle d'une boucherie".

"Il n'avait pas, comme moi, porté des plis dangereux, arraché des affiches ou signé des procès-verbaux. Et pourtant il avait été pris, et il allait mourir. Ainsi les listes étaient bien complètes [celles des fichiers des homosexuels alsaciens, constitués avant-guerre et que la police française avait diligemment remis à la Gestapo après l'invasion]. Que s'était-il passé ? Que lui reprochaient ces monstres ? Dans ma douleur, j'ai totalement oublié le contenu de l'acte de mise à mort.

Puis les haut-parleurs diffusèrent une bruyante musique classique tandis les SS le mettaient à nu. Puis ils lui enfoncèrent violemment sur la tête un seau en fer blanc. Ils lâchèrent sur lui les féroces chiens de garde, des bergers allemands qui le mordirent d'abord au bas-ventre et aux cuisses avant de le dévorer sous nos yeux. Ses hurlements de douleur étaient amplifiés et distordus par le seau sous lequel sa tête demeurait prise".

[11] Ainsi dans le premier Droit écrit du Saint Empire Romain Germanique, la Constitutio Criminalis Carolina, promulguée en 1533 et demeurée en vigueur pendant plus de deux siècles, dont un paragraphe condamne au bûcher ceux qui s'adonnent à la luxure “avec un animal, un homme avec un homme, une femme avec une femme”.

[12] Extrait d'un commentaire du projet de code pénal pour le Norddeutscher Bund en 1870. Cité in : § 175, ein deutscher Paragraph und seine Geschichte, publication de l'association Homosexuelle Selbsthilfe Rosa Strippe Bochum e.V. (Bochum 1983), p. 9 (c'est nous qui traduisons).

[13] Et également poussées par la nécessité : sous l'empire comme sous Weimar, la prostitution masculine était importante, sous l'effet conjugué d'une importante demande favorisée par la clandestinité dans laquelle les homosexuels devaient maintenir leur vie sexuelle, et d'une offre abondante sous la pression qu'exerçait la misère économique sur la jeunesse défavorisée des grandes villes.

[14] En novembre 1902, les sociaux-démocrates engagèrent une campagne de presse de ce type contre Friedrich Krupp, baron de l'acier et principal fabriquant d'armes de l'Empire. L'offensive visait naïvement à mettre en échec la politique d'armement de Guillaume II en éliminant l'industriel sur lequel reposait sa mise en oeuvre. Le Vorwärts, organe du parti social-démocrate, dévoila, photos à l'appui, les relations de Krupp avec de jeunes garçons à l'occasion d'un séjour dans l'île de Capri. L'article exigeait : “Après que de telles pratiques perverses ont provoqué un scandale public, il est du devoir du ministère public d'engager des poursuites judiciaires”. Krupp, après avoir d'abord envisagé de porter plainte contre le Vorwärts pour diffamation, dut se raviser en considérant qu'un tel procès ne pourrait que tourner à son désavantage, tant dans l'opinion publique que sur le plan judiciaire. Il se suicida quelques jours plus tard. L'élimination de Krupp avait parfaitement réussi, sans que la politique d'armement, bien évidemment, s'en trouve durablement affectée.

[15] Lettre du NSDAP adressée le 14.5.1928 à plusieurs organisations homosexuelles qui avaient sollicité une prise de position de chaque parti politique à propos du § 175. Cité in Stümke/Finkler, op. cit., p. 93. (C'est nous qui traduisons)

[16] Völkischer Beobachter, 2.8.1930, ibid. p. 96. (C'est nous qui traduisons). Selon toute vraisemblance, cet article est dû à la plume d'Alfred Rosenberg lui-même.

[17] Il demeurait d'ailleurs assez ambigu : les deux partis du mouvement ouvrier étaient en fait chacun partagés entre un courant libéral et émancipateur et un courant beaucoup plus traditionaliste sur les questions touchant non pas seulement à l'homosexualité, mais évidemment plus largement à la sexualité, à l'émancipation des femmes, à la conception de la famille – un clivage qui se retrouvera après guerre. Sur l'attitude du mouvement ouvrier et de la gauche allemande à l'égard de l'homosexualité, des années 1870 à nos jours, voir : Detlev GRUMBACH (ed.), Die Linke und das Laster - Schwule Emanzipation und linke Vorurteile (MännerschwarmSkript Verlag, Hamburg, 1995).

[18] Sur cette question, voir les travaux d'Alexander ZINN, Die soziale Konstruktion des homosexuellen Nationalsozialisten - Zur Genese und Etablierung eines Stereotyps (Peter Lang, Frankfurt/Main, Berlin, etc., 1997), ainsi que l'étude de Jörn MEVE, “Homosexuelle Nazis” - ein Stereotyp in Politik und Literatur des Exils (MännerschwarmSkript Verlag, Hamburg, 1990).

[19] De nombreux documents retraçant la chronique très complexe de la contestation juridique du § 175 dans les années 50 et 60 sont abondamment cités et commentés in : Stümke/Finkler, op. cit., p. 356 sq.

[20] Ibid., p. 340.

[21] Les témoignages d'anciens déportés, et pas seulement homosexuels, semblent au demeurant indiquer que les triangles roses étaient tout particulièrement exposés aux violences à caractère sexuel, leurs bourreaux se plaisant à imaginer des sévices “en rapport” avec l'homosexualité de leurs victimes.

[22] Et là il faut encore souligner qu'en matière de constitution d'une mémoire communautaire et de sa transmission, une communauté fondée sur le sexe, c'est-à-dire une communauté de rencontre, d'affinités, une communauté par définition à géométrie variable, est autrement précaire et discontinue dans l'espace comme dans le temps, que ne le sont, entre autres, les communautés juive et tzigane. Se permettra-t-on alors de dénier aux homosexuels le droit de se penser et de se vivre comme une communauté ? Mais les nazis ont déjà réglé, par leurs crimes mêmes, cette question, en faisant des homosexuels au moins une communauté a minima, communauté de souffrance et de misère, communauté de ceux qui justement n'ont pas de communauté prédéfinie. Autrement dit, s'il n'est pas sûr que Sartre ait raison en disant que c'est l'antisémite qui fait le juif et l'homophobe l'homosexuel, il est en revanche certain que l'antisémitisme et l'homophobie confèrent déjà aux juifs et aux homosexuels une réalité minimale mais irréductible de communauté.

[23] Voir là-dessus le livre d'Act Up-Paris, Le sida, combien de divisions ? (Dagorno, 1994), introduction et p. 307 sq. (il est particulièrement intéressant et assez désespérant à cet égard de noter les contorsions alambiquées auxquelles sont obligés de se livrer les auteurs pour justifier une telle formule).

[24] Dans un dossier consacré au cinquantenaire de la libération des camps, paru en avril 1995 dans 3 Keller, le mensuel du Centre Gai et Lesbien à Paris, on peut par exemple lire : “(…)Pour les homosexuels du Reich, le cauchemar et la mort s'installèrent dès 1933. Combien ? Inutile de dire que cette tragédie est quasiment inchiffrable si ce n'est en centaines de milliers de victimes – à moins de rentrer dans des querelles de révisionnistes. Et durant douze ans, l'extermination des homosexuels fut telle que rares furent ceux qui purent survivre jusqu'à l'ouverture des grilles de leur enfer indicible”. Ces quelques lignes se passent de commentaire!



Ce texte de Michel Celse et Pierre Zaoui a été publié dans le cadre d'un ouvrage de Philippe Mesnard, Consciences de la Shoah: Critique des discours et des représentations, Paris: Ed. Kimé, 2000.